CO(N)VIDO-VOS…
Depois de muito atento ao assunto do momento – não é o Menino Jesus nem o Jorge Jesus – ouvi os noticiários que pude, li o JN, ouvi várias rádios e fiquei muito esclarecido sobre o tema: “O Covid e as medidas tomadas e a tomar e os respectivos momentos de entrada em vigor”. Depois separei os artigos de carácter económico pois aqui os que ganham acham boas as medidas e os que perdem acham mal as medidas e estes, a terem de aceitá-las, exigem ao Governo (todos nós) que se “chegue à frente com euros e não com promessas”. Todas as partes têm, provavelmente, razão. Depois analisei e separei a comunicação social que, para sobreviver precisa de vender papel ou obter audiências, e assim olhando às estatísticas de vendas procuram “erros, divisões, vaidades”, e se possível às vezes até omitir algumas coisas boas ou inclusive quando tem de publicar boas notícias acrescentam-lhe um “mas” para não ser tudo bom. E chego agora ao ponto para o qual peço a vossa ajuda. Vou deixar os “DRS” porque todos as pessoas que vou mencionar são Doutores. E aqui vai a minha dúvida existencial:
QUAL A OPINIÃO QUE DEVO SEGUIR?
Ouvi a Marta Temido, a Graça Freitas, o Lacerda Sales, o Miguel Guimarães, o Silva Graça, o Filipe Froes, o Nelson Pereira, o Pedro Simas, o Carmo Gomes, o Ricardo Mexia, o Henrique Castro, o José Artur Paiva, a Raquel Duarte, o Gustavo Tato, o Miguel Castanho, o Óscar Felgueiras, e peço desculpa aos outros que também ouvi mas não fixei os nomes e, que diabo, também não menciono aqui os negacionistas que também não sei se os ouvi. Talvez seja por eles terem todos uma “UNANIMIDADE” de opiniões que fico a pensar: se um deles fosse o meu médico assistente fora do covid eu iria acreditar nele ou teria que ir ouvir uma segunda opinião? Deve ser por essa razão que as seguradoras nos aliciam com um ponto dos contratos de saúde: – “direito a uma segunda opinião médica”. Mas uma segunda questão, já não tanto existencial mas um pouco “cusca”: o que faria qualquer um destes Doutores se fosse Ministro da Saúde, com o seu ministério a ser pressionado pelos seus colegas doutros ministérios por um lado e pelo mundo cá fora por outro lado, seriam coerentes com o que andam a dizer diariamente para nos elucidar ou confundir? E o ano de 2021 está a chegar ao fim e fazem-se votos para 2022 e ao acabar este texto – que gostava de não ter escrito – venho desejar que o nosso povo seja melhor tratado por todos com uma central única de informação devidamente monitorizada, por todos estes e outros doutores, para não sermos enganados, mas que fosse uma voz ou um comunicado oficial e único para deixarem de nos confundir. Será uma UTOPIA?
Se não concordarem comigo – o que é legitimo – por favor digam-me: qual o Doutor cuja opinião devo seguir? Enquanto não souber a resposta à minha pergunta eu, que já tive covid sem internamento, que já levei as duas doses de vacina e a vacina da gripe, vou continuar a usar a máscara, a desinfectar as mãos, a manter-me afastado de grandes ajuntamentos, e se possível aproveitar o ar livre.
Este tema dava muitas páginas mas reduzi para não cansar.
E que venha o 2022 como quiser… Boa sorte e BOM ANO para todos.