SANTO ANTÓNIO DE LISBOA

13 de Junho

DIA de SANTO ANTÓNIO

DIA INTERNACIONAL da CONSCIENCIALIZAÇÃO SOBRE O ALBINISMO

Fernando de Bulhões, o lisboeta que viria a morrer neste dia de 1231 com o nome de António em Pádua, foi canonizado no ano seguinte e passou a ser Santo António.

Um navegador como Cristovão Colombo não parava, e em 1502 descobriu a Martinica, nas Caraíbas, e um navegador como Francis Drake era pirata e por isso a mando de Isabel I de Inglaterra (lembram-se da aliança mais antiga do mundo?) ataca Lisboa em 1569 para a saquear mas foi repelido. Pelo meio, Martinho Lutero desafiou mais uma vez a Igreja Católica ao casar-se com Catarina de Bora em 1525 violando a obrigação do celibato dos padres e frades. Pela 1ª vez um astrônomo descobre em 1611 as manchas solares e esse cientista holandês chamou-se David Fabricius. Em dia de Santo António outro António resolveu pregar em Lisboa o “Sermão de Santo António aos Peixes” em 1654. Foi o Padre António Vieira antes de regressar ao Brasil. E por falar no país irmão  trazemos o nascimento em 1763 de um herói da sua independência, José Bonifácio.

13 de Junho trouxe muitos bébés famosos e entre eles na pintura tivemos em 1828 o francês Jules Delaunay, em 1886 a grande Aurélia de Sousa e em 1908 a grandíssima Maria Helena Vieira da Silva, e na literatura tivemos o Correia Garção em 1724, em 1865 William Butler Yates irlandês Nobel de 1923,  e em 1888 “vários” ao mesmo tempo com a chegada do Fernando António (nomes, real e de santidade, do Santo António) uma Pessoa que usou vários heterónimos: o autor de “Mensagem” e “Tabacaria” e que ficou na cultura como Fernando Pessoa. Em 1866 o Congresso dos EUA reconheceu os direitos à igualdade civil da população negra. Mas se julgam que uma coisa boa vem sozinha reparem no que veio atrás: formou-se a Ku Klux Klan. Começou em 1879 o II Concílio de Roma em que foi proclamada a “infalibilidade do Papa”. Em 1917 deu-se a 2ª aparição de Fátima aos 3 pastorinhos e três anos depois em 1920 foi entronizada a imagem escultórica de Nossa Senhora. E sabem que a, comercialmente renovada, “Pasta Medicinal Couto” data de 1932 quando Alberto Couto a registou no Porto? E a sigla FNAT é uma cópia da nazi “Força Pela Alegria” e da italiana fascista “Doppo Lavoro” e em Portugal significa oficialmente “Federação Nacional para a Alegria no Trabalho”. Embora propaganda do Estado Novo teve também virtualidades e a prova disso é o seu aproveitamento com o novo nome de Inatel. Em 1944 nasceu o antigo secretário geral da ONU Ban Ki Moon sul coreano. Um dos livros mais badalados como prenúncio político foi o “1984” de George Orwell versando a estado totalitário com a existência de um “Big Brother” e foi publicado em 1949 no pós-guerra. Uma das figuras mais queridas do teatro e do cinema português morreu em 1958, o Vasco Santana, do “Pátio das Cantigas” ou “A Canção de Lisboa”. Outra partida de vez foi a do cantor excêntrico, mas que não deixou ninguém indiferente: “quando a cabeça não tem juízo o corpo é que paga” cantava António Variações. E em 1990 começava a demolição do trágico “Muro de Berlim”. Agora vêm mortes famosas: em 1986 Benny Goodman o maior clarinetista do jazz, a nossa fadista muito carismática Herminia Silva que. nos deixou em 1993, em 1997 o poeta Al Berto, de “Horto de Incêndio”, e em 2005 duas perdas de notáveis: o poeta Eugénio de Andrade muito arreigado à sua cidade adoptiva, o Porto e o símbolo do PCP Álvaro Cunhal e curiosamente a sua esposa, a engenheira química Fernanda Barroso, morreu neste mesmo dia no ano seguinte, 2006.

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