22 de OUTUBRO
Dia Nacional da cidade estado do VATICANO
E foi neste dia de 1978 que o Papa São João Paulo II iniciou o seu consulado.
Pedro, o Grande, em 1721 anunciou, no fim da guerra com a Suécia, que passava a ser o Czar do Impérío de todas as Rússias. E foi em 1797 que André Jacques Garnerin, em plena cidade de Paris, se tornou no pioneiro dos paraquedistas com o primeiro salto, lançado de balão a uma altitude de 1000 metros, com um paraquedas por si inventado feito de seda e aterrou no Parque Monceau cheio de gente para ver o feito. Mais tarde a sua mulher foi também a primeira mulher a fazer saltos de paraquedas. Portugal produz muito vinho e infelizmente tem muito alcoolismo e quem identificou o “síndrome do alccolismo crónico” foi e o médico sueco Magnus Huss que nasceu em 1807. Em 1811 os apreciadores de piano viram nascer um talentoso compositor húngaro, Franz Liszt. Em 1844 nasceu em França uma das maiores actrizes do teatro, Henriette Rosinemas que usava o nome de “Sarah Bernhardt” e que actuou em quase todas as cortes da Europa e a sua fama como a “Divina Sarah” chegou aos EUA e ao Brasil onde foi 4 vezes, tendo tido na última visita um acidente numa perna do qual resultou mais tarde a sua morte. A sua principal actuação foi a “A Dama das Camélias”. E como andamos nas artes vem em 1883 a inauguração da Metropolitan Ópera House, de Nova Iorque com a obra de Gounod, “Fausto”. “A Severa” foi o primeiro filme português com som e o seu realizador foi o Leitão de Barros que nasceu em 1896. Mais artes, agora com a pintura do pós impressionismo, o francês Paul Cezanne morreu em 1906. E uma invenção que nos reproduz muitas vezes peças de arte é a fotocopiadora, cuja patente foi registada em 1938 pelo americano Chester Carlson. Em 1939 nascia o antigo Presidente de Moçambique Joaquim Chissano que em 2007 no dia do seu 68º aniversário recebeu, em Londres, das mãos do secretário geral da ONU Kofi Annan o Prémio Mo Ibrahim entregue pela primeira vez relativo a “boa governação” e em 1943 nasceu a bela actriz francesa Catherine Deneuve uma das musas do nosso Manoel de Oliveira.
Corria o ano de 1945 e o Estado Novo não contente com a actuação da PVDE resolve atribuir-lhe mais alargados poderes repressivos e rebaptizou-a com o nome que só de se pronunciar naquele tempo já arrepiava: PIDE. Em 1955 o imperador Bao Dai foi deposto por Ngo Dinh Diem (que também acabou deposto por ser ditador), que proclamou a República do Vietname do Sul, que acabou na década de 70 com a reunificação dos dois Vietnames.
Em 1964 o escritor e filósofo francês, Jean Paul Sartre, autor de “A Náusea”, tornou-se no primeiro laureado a recusar o Nobel desse ano que lhe havia sido atribuído. Era um existencialista que teve algumas ideias notáveis como “a existência precede a essência” ou “o homem está condenado à liberdade”. Foi casado mais de 50 anos com a também escritora Simone de Beauvoir. Quem aceitou o de 1987 foi o poeta russo, exilado nos EUA, Joseph Brodsky.
Em 1973 morreu o catalão que se tornou um virtuoso do violoncelo e que fez escola, o Pablo Casals.
Há uma semana trouxe a “chegada”, em 1918, do filósofo francês, nascido na Argélia, Louis Althusser e hoje trago-vos a sua “partida” em 1990.
Em 2002 no Hospital de S. João no Porto realiza-se a primeira cirurgia para tratamento da “doença de Parkinson”, pela mão do Dr. Rui Vaz e da sua equipa. Notável avanço!
E outro avanço na medicina portuguesa foi em 2003 com o novo tratamento do cancro da próstata a ser iniciado no Hospital do Desterro em Lisboa. É a “braquiterapia”
Em 2008, talvez por excesso de população e tanta pobreza, a Índia lançou-se na exploração espacial enviando – para já – uma nave não tripulada para a Lua. E em 2012, no mesmo dia em que morria com 108 anos o mais velho sobrevivente de Auschwitz-Birkenau, o polaco Antoni Dobrowolski, a União Ciclista Internacional retirou ao fraudulento americano Louis Armstrong as sete vitórias na Volta à França devido ao doping sistemático.
Vou terminar com a lembrança do nascimento de um dos meus heróis do futebol, o grande – era mesmo muito grande – e elástico “Aranha Negra” (vestia sempre e totalmente de azul muito escuro o que parecia de negro) a quem o nosso Eusébio marcou de penalty o último golo do Mundial de 1966 e que foi o único guarda-redes a ganhar uma “Bola de Ouro” e que despontou para as primeiras páginas no mesmo Mundial de 58 na Suécia que catapultou o Pelé, é russo e o seu nome é LEV YASHIN