Hoje é o DIA da MARINHA e do MAR. É em 20 de Maio a quase um mês do Verão e a lembrar as praias, mas ao mês de Maio também se chama o mês das Flores e, talvez seja, por tal razão que também é o DIA MUNDIAL das ABELHAS, essas incansáveis trabalhadoras dos parques de flores, que têm uma elevada produtividade no fabrico do mel e na polinização da nossa flora, entre outros trabalhos, como, por exemplo, suicidarem-se enfiando o seu ferrão nos humanos. Ah…esquecia-me de vos dizer que há abelhas sem ferrão…e também produzem mel. Sabiam?
Voltemos ao Dia da Marinha para assinalar que no ano de 1498 o marinheiro Vasco da Gama chegou a Calecute e assim estava descoberto o Caminho Marítimo para a Índia depois, passados 8 anos, aquele que o queria descobrir mas se enganou no caminho (não tinha GPS) e foi para às Índias Ocidentais – hoje ilhas e continente americano – terminou a sua viagem pela Terra e partiu para a vida eterna. Morreu neste dia de 1506 o Cristóvão Colombo.
Também neste dia em 1277 morreu um médico português muito ilustre que deu o nome ao magnifico hospital da minha terra. Estou a falar de Pedro Hispano que, para além do exercício da medicina, também exerceu um cargo bem importante no mundo católico mas que durou só 8 meses por ter sofrido um acidente insólito: caiu-lhe uma parede ou um tecto em cima: foi o Papa João XXI. Mas como não há 2 sem 3 este Senhor chamou-se João XXI como Papa, chamou-se Pedro Hispano como académico – foi médico, filósofo, matemático, etc – e tinha sido baptizado como Pedro Julião Rebolo. Era pelos vistos “uma grande cabeça” que, infelizmente, morreu com “uma grande pancada na cabeça”.
Foi neste dia de 1873 que Jacob Strauss fez um registo de uma patente que até aos dias de hoje tem tido milhões e milhões de produção: a calça de ganga e o nome do meio daquele senhor era LEVI ou seja “as levis”. Quem nunca usou uma Levis?
E vou acabar o dia com uma referência ao Decreto-Lei nº 39666 de 20/05/1954, portanto do Estado Novo, que aprova o “ESTATUTO dos INDIGENAS PORTUGUESES das PROVÍNCIAS da GUINÉ, ANGOLA e MOÇAMBIQUE”. Imaginem só o que está naquele tratado muito exaustivo do que cada pessoa daquelas bandas podia ou não podia fazer. Um tratado escrito em 1954, isto é depois da II guerra mundial, quando a Europa estava a começar a libertar as suas colónias e Portugal faz um tratado dividindo a população entre “Brancos, Assimilados e Indígenas”. Quem tiver curiosidade poderá ler o extenso decreto lei que está na net, mas que apesar de o contexto ser de há quase 70 anos e da politica mundial da época é, na minha opinião, um tratado que nos ilustra o pensamento da segunda metade do Estado Novo: quando o mundo caminhava para a frente Portugal corria para trás.