EXPO 98 LISBOA – GRANDE EXPOSIÇÃO MUNDIAL 1998

Hoje é o dia da Cultura em “3D”. Mas não é o que estão a pensar! É o DIA da DIVERSIDADE, do DESENVOLVIMENTO e do DIÁLOGO – CULTURAL. Na verdade a Cultura precisa de se diversificar, desenvolver e de dialogar e para isso nada melhor que fazê-lo em torno de uma mesa de chá até porque também é hoje o DIA do CHÁ.

Duas datas relacionadas com o futebol, a primeira em 1904 data em que se fundou a FIFA e a segunda a difícil, mas por isso mesmo mais gloriosa, vitória em 2003 do FC Porto sobre os escoceses do Celtic na final da Taça UEFA, em Sevilha.

Agora chegou a hora de falar da morte e em 1991 na Índia o primeiro ministro Rajiv Gandhi foi morto à bomba quase 7 anos depois da sua mâe Indira Gandhi ter sido morta a tiro quando era também primeira ministra. Curioso que estes dois mártires Gandhi não são familiares do lutador pela independência da Índia e grande pacifista Mahatma Gandhi que também morreu assassinado a tiro.

A outra morte foi em 2009 e quem se foi embora foi um antifascista de enorme valor cultural, mas tão discreto quanto delicado, chamado João Benard da Costa que, além de ser cofundador da revista “O Tempo e o Modo” dos anos 60 foi um apaixonado pelo cinema pertencendo durante 30 anos à direção da Cinemateca sendo mesmo o Director nos últimos 20 anos e também foi diretor da área de cinema da Fundação Gulbenkian.

Em 1998 foi no dia 21 de Maio que foi inaugurada a EXPO 98 uma exposição permanente de cerca de 5 meses que teve um cunho de afirmação da capacidade do nosso país mostrar ao mundo que apesar de ser pequeno consegue fazer o que os grandes julgam que só eles são capazes. E teve um mérito ainda maior que foi o de fazer a transformação de uma zona degradada da nossa capital numa zona moderna e social.

Para finalizar o dia um facto que se passou em 1965, e que é mais um exemplo das “medalhas” que o Estado Novo espalhou ao longo da sua extensa duração. Há dias falei que José Luandino Vieira recusou o Prémio Camões e hoje trago-vos a notícia de que a Sociedade Portuguesa de Autores atribuiu o seu Grande Prémio a José Luandino Vieira que estava preso no Tarrafal. E aqui quem recusou o Prémio não foi o premiado mas sim o Estado Novo que invadiu, encerrou e extinguiu a SPA.  

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