RESOLVER # MITIGAR
Eu não percebo muito de política e também não percebo muito de economia portanto fujo, tanto quanto possível, a escrever alguma coisa sobre o assunto. E embora nunca tenha frequentado a Faculdade de Letras gosto de ler e de escrever ou seja gosto de palavras escritas por outros ou por mim e sou uma “pessoa” simples e não um complicado e multifacetado “Pessoa”. Feita a apresentação vou me debruçar (espero não cair) sobre o “USO” daquelas duas palavras tão usadas nos últimos dias no contexto político e económico (e eu não sei muito sobre estes temas).
Quando alguém tem um problema quer “resolvê-lo” se tiver hipótese, mas se não tiver hipótese vai tentar “mitigá-lo”. “Resolver” é acabar com o constrangimento, “Mitigar” é torná-lo mais ameno.
Ora o mundo, e em especial a Europa, tem neste momento um grande problema que é composto de muitos pequenos problemas e que levam os governos de cada país a tentar “resolvê-los” e quando não têm hipótese a tentar “mitigá-los”. Como temos uma UNIÃO Europeia (que é mais desunião europeia) cada qual “puxa a brasa à sua sardinha” o que dá motivo a que depois se diga “a galinha da minha vizinha é melhor que a minha” se for da oposição ou “a minha galinha é melhor que a da vizinha” se for o Chanceler ou o Primeiro Ministro do país. Ou seja “o que é bom para mim pode não ser bom para ti” é coisa em que não se pensa quando queremos estar de um lado ou do outro da barreira.
Ouvi o Olaf Schulz, o Emmanuel Macron, o Pedro Sanchez, o Boris Johnson e o António Costa e concluí que nenhum sabia como “Resolver” o problema mas sim o modo de “Mitigar” esse mesmo problema.
Portanto “resolvi” falar de duas palavras e “mitiguei” a vontade de falar, sem falar, de política e de economia.