Lembram-se de uns terrenos comprados de manhã por um preço e vendidos alguns pares de horas por outro preço muito superior em Gondomar, julgo, não tenho a certeza, que era uma Quinta do Ambrósio (?).
Lembram-se de um edifício dos CTT em Coimbra que os funcionários que o Estado colocou lá colocou para defender o seus bens venderam de manhã por um preço e à tarde foram vendidos por um preço muito mais elevado, penso que até no mesmo escritório.
Foi disto que me lembrei quando li que um indivíduo foi condenado a seis meses de prisão com pena suspensa porque foi apanhado pela ASAE a vender bilhetes de preço inferior a 150 € por um valor altamente e perigosamente especulativo de 250 € ou 350 € para o concerto do próximo ano dos Coldplay.
Não sei se as duas primeiras lembranças também foram inspeccionadas pela ASAE ou não, e também não sei se os dois casos anteriores foram ou não crimes económicos com prejuízo para o Estado mas este último relativo aos Coldplay “É”, na minha opinião, um crime económico e com alto prejuízo para o Estado e como crime foi muito bem aplicada uma pena. A Justiça cumpriu a sua obrigação e disto não tenho a mínima dúvida. Ainda bem que não tenho nenhum bilhete para ir ao “elefante branco” chamado Estádio Municipal de Coimbra ouvir o Chris Martin e seus parceiros. Ainda podia ter a tentação de fazer um lucrozinho para abater ao custo da electricidade e do gás. O homem não só teve atrás dele a ASA(E) (que cumpriu a sua obrigação e espero que esteja atenta para não deixar escapar estes e outros talentosos especuladores) e à frente o AZA(R). Será que este lucro é superior ao de um ou dois catalisadores? Responda quem souber.