BAZUKAS

A BAZUKA

Como já cá deixei perceber eu cumpri o SMO em Moçambique de 1971 a 1973 e foi lá que “dei de caras” com dois tipos de BAZUKAS: a que existia nas horas de serviço, isto é, o armamento bem menos ligeiro que o que usávamos e uma outra que existia nas horas de lazer, isto é, a maravilhosa garrafa de 1 litro, sim um litro, de cerveja que era servida geladinha e muito bem acompanhada por amendoins e camarões gratuitos. Pronto, passados 50 anos hoje olhei para mim com uma cervejola na minha frente mas além de não vir acompanhada daqueles belos pratinhos, esta garrafa não era de uma cervejola mas sim de uma cervejinha: 25 cl. É que já tenho 75 anos e a balança “fala” com voz grossa. 

Sobre o armamento não me apetece falar porque já “esqueci” o SMO e porque penso que essa tal de BAZUKA já deve estar meio obsoleta e podia estourar-me nas mãos.

Vejam como uma “mini” bem geladinha me levou a estourar para este texto. 

Eu não sei quem trouxe para o dia-a-dia da nossa economia a alcunha de BAZUKA para o dinheiro que vem da Europa com o nome oficial de PRR ou Plataforma de Recuperação e Resiliência – alguém conhecia esta última palavra há 20 ou 25 anos? – mas que esta BAZUKA é apetecível lá isso é, e acredito que, como se diz na gíria, “devem ser 7 cães a um osso”. 

Mas uma coisa sobre este tipo de BAZUKA eu sei: hoje vai para o espaço um empresário que abdicou de qualquer coisa como 40 milhões de euros. Que grande sinal que nos veio do estouro desta BAZUKA: ou o dinheiro não fazia falta ao empresário ou ele estava só estava a aproveitar uma oportunidade de dinheiro barato em prejuízo talvez de algum projecto que ia ser preterido por falta de verbas disponíveis mesmo que fosse mais válido. Este exemplo não augura nada de bom para a execução da dita PRR e penso que vai “encravar” a BAZUKA, em especial na opinião pública.

Este caso desenrolou-se porque, no seu legítimo direito, o empresário, ao que se diz, vai gastar 27 milhões por essa ida de menos de um quarto de hora ao espaço, caso contrário era para o seu projecto que iriam 40 milhões afinal desnecessários. Afinal não iriam beneficiar a nossa economia. Quantos dos outros milhões também serão uma “questão de oportunidade de dinheiro barato” que poderia ser melhor aplicado? Quero desejar ao empresário uma boa viagem e um bom regresso ele que me parece que é da nossa terra. Claro que o empresário de que falo é o Sr. Mário Ferreira que não conheço e que vejo que é empenhado na sua vida profissional. 

E foi este estouro da BAZUKA que me fez reviver o passado e como não sou racista tenho saudade da preta “LAURENTINA” e da branca “MANICA”.  

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