JOGOS OLÍMPICOS – acabou 2020 virá 2024 – Foi Tóquio vem Paris

ACABARAM OS JOGOS OLÍMPICOS DE 2020

Já tenho dito que gosto muito de desporto. E neste gostar estão incluídas todas as modalidades, conhecendo bem algumas e menos bem outras, mas são todas alvos do meu interesse. E os JO para mim são o momento alto do desporto como competição e vê-se a vontade que os verdadeiros amantes do seu desporto têm em estar presentes. Os de Tóquio tiveram um condimento negativo que foi a pandemia e o adiamento de um ano, criando variados constrangimentos como, por exemplo, os picos de forma que uns atingiram no ano passado e agora estavam menos bem e outros que não estavam bem na hora em que deviam estar e agora conseguiram-no. 

O desporto de alta competição consome muitas energias físicas e mentais e provoca ansiedade e a pandemia acrescentou os medos que também consomem energias. Imaginem só o que está por trás de um resultado positivo ou negativo de um atleta ou de uma equipa. Muitos deles não chegaram a ser crianças tal a pressão que alguém carregou neles logo em pequenos. São poucos os que chegam lá por opção própria, e muitos os que chegam por opções dos familiares, dos governantes e dos formadores que lhes “iludiram” as vontades próprias e por vezes os castraram. Claro que com o carro em andamento alguns se “apaixonam” e entram com vontade de completar o percurso. Para os que dão o seu esforço em competição, com liberdade ou com pressões exteriores, vai o meu muito obrigado pelo espectáculo que me proporcionaram não esquecendo os seus treinadores que em liberdade os aperfeiçoam. Para mim tem tanto valor o vencedor da maratona como o último classificado que teima até à última em terminar com muito atraso mas com muito brio e dignidade.

Tudo isto para dizer que eu também vibro com os êxitos como os governantes, que se não felicitarem os ganhadores são criticados, mas se os felicitarem são criticados porque não deram condições para se obterem ainda mais êxitos. 

O desporto escolar em Portugal teve durante a “escuridão” a conotação da Mocidade Portuguesa e o desporto universitário teve os dirigentes universitários que pertenciam ao regime e sobreviveu ao longo dos anos. Depois de 1974 todas (ou quase todas) essas memórias e estruturas foram apagadas e desvalorizadas. E tudo teria que começar de novo, mas foi pouco o que começou. 

Claro que já há Centros de Alto Rendimento e outros parques específicos, mas é preciso fazer muita coisa sob o ponto de vista financeiro – o que será sempre uma opção dentro das disponibilidades do país e da valorização que os diferentes governos ponderarem para o desporto. 

Tenhamos a esperança que os nossos governantes consigam “ver e sentir” 

                 MAIS RÁPIDO, MAIS ALTO e MAIS FORTE.

Nota final: quatro novos desportos estrearam-se em Tóquio: Surf, Karaté, Skate e Escalada. Dos 2 primeiros já sabia e percebia alguma coisinha, dos outros 2 vou ter de “estudar” porque não sei termos técnicos, regras e pontuações. Estou mesmo a zero!

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