1 de FEVEREIRO
DIA MUNDIAL da LEITURA EM VOZ ALTA.
No ano de 1635 a Ordem dos Carmelitas Descalços, através do seu Superior Frei João do Espirito Santo, constrói em Braga o Convento do Carmo que agora vai ser um condomínio de 70 apartamentos. E em 1727 já a Espanha e a Inglaterra andavam a “partir pedra” por causa do “rochedo” de Gibraltar e agora que os ilhéus fizeram o Brexit é um “calhau” mais valioso.
Em 1850 Almeida Garrett, Alexandre Herculano e H. Lopes de Mendonça contestaram a nova Lei da Liberdade de Imprensa, que ficou conhecida como “Lei da Rolha”. Isto foi na Monarquia e agora como será? Velhos hábitos.
E em 1851 morreu depois de uma vida com muitos dramas familiares, desde ser ostracizada por se juntar, e depois casar, com um homem já casado e de ter perdido os três primeiros bebés e de o marido morrer afogado numa tempestade, uma escritora inglesa cujo nome diz pouco: Mary Shelley mas que teve uma obra que diz muito – foi a criadora do “Frankenstein”.
Hoje fiquei a perceber que Cabinda é um território importante porque a França, o Reino Unido e a Bélgica queriam, na Conferência de Berlim, tomar conta do poder na território, mas isso não aconteceu porque Portugal e os líderes do povo cabinda assinaram, antes dessa Conferência no ano de 1885, o Tratado de Simulambuco em que Portugal assumiria esse poder. Em 1890 ao mesmo tempo que o escritor açoriano Antero de Quental, “por amor à Liberdade” criou a “Liga Patriótica do Norte” era tocada pela primeira vez em público, em Lisboa uma obra de Alfredo Keil e H. Lopes de Mendonça intitulada “A Portuguesa” que após o 5 de Outubro a República assumiu oficialmente como o “Hino Nacional” que perdura ainda.
Em Turim no ano de 1896 é estreada a ópera de Puccini conhecida como “La Boheme” (não confundir com a maravilhosa “La Boheme”, do inesquecível Charles Aznavour). Em 1900 o austríaco naturalizado americano Karl Landsteiner identifica os grupos sanguíneos (RH) e 30 anos depois recebe por isso o Nobel da Medicina. “E nem tudo o vento levou” em 1901 porque nos trouxe o futuro galã que “apanhou corações femininos”: Clark Gable. E uma curiosidade: 1902 não foi na China o ano da libertação da mulher mas foi o ano da libertação dos pés das mulheres. Mas eu explico: foi neste dia que a “obrigatoriedade das mulheres chinesas andarem com os pés enfaixados” terminou. Agora só pezinhos livres que a liberdade para a mulher tem tempo. Devagar…
E chegamos ao drama da Monarquia, quase no seu estertor, com o Regicídio de D. Carlos I, o “Diplomata” e do seu herdeiro Luís Filipe ficando o trono à disposição do seu outro filho D. Manuel II, o “Patriota” ou o “Desventurado”.
No ano de 1918 a URSS adoptou o calendário gregoriano acertando o seu anterior calendário com “um buraco” de vários dias. Em 1931 nasceu um Boris famoso mas não o Karloff (actor que fez o tal Frankenstein) nem o compatriota que fez o Brexit mas sim o Ieltsin da Rússia terra da vodka.
Fernando Assis Pacheco, que muita gente conhece da “A Visita da Cornélia”, foi um jornalista escritor que deixou muito material ele que nasceu em 1937. E em 1944 morria o pintor holandês Piet Mondrian que criou o “neoplasticismo”. E 1946 foi eleito como primeiro Secretário Geral da ONU o norueguês Trygve Lie. Em 1966 morria o actor do cinema mudo, onde brilhou como rival do Charlot, com o seu papel de Pamplinas, o Buster Keaton.
Em 1989, perante alguma surpresa, foi aberto o testamento do pintor Salvador Dali e a fortuna foi deixada ao Estado espanhol.
E no ano de 1991 o Presidente da África do Sul, Frederik De Klerk proclamou o fim do apartheid. Tardia, mas grande decisão.