“O TEMPO E O MODO” e “A BOLA” – cultura e desporto

29 de JANEIRO

Em 1801 os espanhóis e os franceses resolveram fazer um ultimato a Portugal para que fechasse os nossos portos aos ingleses e acabassem com a velha aliança. Mas Portugal não cedeu e 6 anos depois tivemos três excursões de franceses ao nosso País trazendo como guias turísticos Junot, Soult e Massena, da agência de viagens do Napoleão Bonaparte. Os passeios correram mal e eles regressaram (os que conseguiram) não sem antes terem feito muito estragos e muita rapina. Chamaram a esses passeios “Invasões Francesas”.

Em 1825 o Rei D. João VI, o “Clemente”, criou a “Real Escola de Cirurgia do Porto” e passados 8 anos mudou-a para junto do Hospital de Santo António e também mudou o nome para “Escola Médico-Cirúrgica do Porto”, até que chegarmos a 1911 e, com a criação da Universidade do Porto, o nome voltou a mudar, agora, para “Faculdade de Medicina do Porto” e em 1959 finalmente chegou à casa actual junto ao Hospital de S. João onde se encontra.

Em 1838 saía o primeiro número do jornal “O Tempo”, sob a direção de José Estevão e Manuel António de Vasconcelos. Mais tarde houve outro jornal com o mesmo nome. Mas os jornais “O Tempo” nunca duraram muito tempo. Joaquim António de Aguiar foi PM em 1841 e depois em 1860, mas foi na terceira vez de 1865 a 1868 que em 1867 publicou uma “reforma administrativa” em que centralizava mais os poderes (governo centralizador? onde é que eu já ouvi isto?) Ah…o mal já vem de longe!!! Mas este senhor Joaquim teve uma alcunha porque, antes de ser PM, foi Ministro da Justiça e fez uma lei em 1834 em que extinguia “os mosteiros, conventos, hospícios, e quaisquer outras casas das ordens religiosas regulares” e claro ficou conhecido como o “Mata Frades”. E eu a julgar que a 1ª República tinha sido anticlerical e afinal os Monárquicos já lhes levavam a dianteira.

Em 1860 nascia na Rússia dos Czares um médico que deixou obra na literatura em especial no teatro: Anton Tchekhov como “A Gaivota”, “O Tio Vania”, etc.

Em 1886 o alemão Karl Benz pôs a funcionar o primeiro carro movido a gasolina. E quem gosta de banda desenhada provavelmente tirará conclusões sobre o nome completo deste engenheiro: Karl Friedrich “Michael Vaillant”. O veículo registado com o nome de Benz Patent Motorwagen só tinha três rodas, o chassi era uma tábua para aguentar o peso de um piloto e tinha um banco e um volante. Atingiu 8 Kms por hora!!! Depois de ter “casado” com a D. Mercedes (Daimler) tiveram muitos Mercedes-Benz cujo símbolo é uma estrela, desenhada por Daimler, de três pontos (ar, terra e mar) usado pelo Mercedes desde 1901 e que depois passou a ter um círculo à volta desenhado pelo Karl Benz.

Em 1892 D. Carlos I, o “Diplomata” e oceanógrafo reputadíssimo, resolveu doar 20% da sua dotação para combater o défice orçamental (mais outro assunto que já vem de longe). E hoje os políticos fazem o défice e o povo faz a doação do seu dote.

Em 1945 é fundado em Lisboa o jornal desportivo “A Bola” por Ribeiro dos Reis, Cândido de Oliveira e Vicente de Melo, os dois primeiros autenticas lendas do futebol jogado, das leis do jogo e seu ensino, e do jornalismo desportivo. E em 1963 era fundada por António Alçada Baptista uma revista de cultura que de vez em quando a PIDE “adquiria toda edição” chamada “O Tempo e o Modo”.

E sabiam que em 1963 a França vetou a entrada da Grã Bretanha para a então CEE. Se tivessem levado avante a “birra” hoje não tinha sido inventada a palavra “Brexit”.

Ainda se lembram que tivemos um partido chamado UEDS – União de Esquerda para a Democracia Socialista – com o Lopes Cardoso e o Manuel Serra dissidentes do PS  fundado em 1978? Esfumou-se como o tempo.

Em 2015 morreu a escritora australiana Colleen McCullough autora do muito vendido livro que originou um filme também muito badalado: “Pássaros Feridos”.   

Leave a comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *