CONVERSA EM FAMÍLIA – monólogos do fim do Estado Novo

8 de JANEIRO

DIA do PRINCIPADO DO MÓNACO

Em 1297 François Grimaldi resolveu disfarçar-se de monge e juntamente com um grupo arrojado assaltou o Rochedo do Mónaco e assumiu-se como Governador em nome da família Grimaldi que ainda hoje é a família titular do Principado com o Príncipe Alberto e a Princesa Charlotte.

O famoso Marco Polo, viajante e mercador de Veneza, terminou os seus negócios em 1324 porque fez a sua última viagem.

E quem também se livrou de vez das consumições que a Igreja Católica lhe provocou foi o astrónomo Galileu Galilei porque morreu em 1642.

Em 1870 nasceu no sul de Espanha um futuro general que, fazendo um golpe de estado sob a capa da monarquia de Afonso XIII, lançou a semente do fascismo espanhol eliminando partidos e sindicatos e criando a “União Patriótica” (donde foi copiada a “União Nacional” do Estado Novo). Chamava-se Primo de Rivera e caiu em desgraça e exilou-se em Paris onde morreu. Não confundir com o seu filho mais velho, também Primo de Rivera, que foi um dos baluartes do franquismo e foi o fundador da “Falange Espanhola”. Em 1894 nascia na Polónia  o padre católico Maximiliano Maria Kolbe que preso em Auschwitz se ofereceu para morrer em vez de um outro preso que tinha família. Hoje é Santo.

Agora os que morreram, e começo em 1854, por um Marechal inglês do nosso exército, William Beresford, que com Arthur Wellesley ajudou a derrotar as tropas napoleónicas, mas que, aproveitando-se da família real portuguesa estar refugiada no Brasil, quis ser o “dono disto tudo”. Foi ao Brasil falar com o Rei e já ninguém o deixou regressar, mas antes mandou matar o General Freire de Andrade, um militar patriota que se havia rebelado contra os ingleses que queriam mandar em Portugal, e depois em 1902 o Tenente Coronel Mouzinho de Albuquerque que morreu antes do seu prisioneiro Gungunhana, e terminando com outro militar, desta vez o herói das independências da América do Sul espanhola, o Simon Bolivar ocorrida em 1914.

Ainda antes de terminar a I guerra mundial, já em 1918, mas com o rumo já encaminhado, o Presidente dos EUA Woodrow Wilson, apresentou um plano intitulado o “Plano de 14 Pontos” para a paz mundial e do qual saiu a intenção de criar a Sociedade das Nações.

Em 1926 o príncipe Ibn Saud ascendeu ao trono de Hejas e uma das suas primeiras medidas foi mudar o nome do país para Arábia Saudita.

Em 1934 e 1935 nasceram duas das minhas admirações, a primeira na área do desporto com esse monstro do ciclismo mundial, penta vencedor da Volta à França o francês Jacques Anquetil, e o outro na área da música com o “Love Me Tender” ou o “Tutti Fruti”, ou seja o “Rei do Rock & Roll”, Elvis Presley. Mas na música este dia foi fértil e assim em 1937 nasceu a grande cantora galesa Shirley Bassey, que ficou imortalizada com as canções dos filmes do James Bond “Goldfinger”, “Diamonds Are Forever”, etc e em 1947 o compositor, cantor e actor inglês um dos nomes mais sonantes da segunda metade do século XX o David Bowie. Também inglês era o cientista Stephen Hawking multi deficiente que nasceu em 1942, um ano depois da morte em 1941 do fundador dos “Escuteiros” o general Baden-Powell.

Em 1959 Fidel Castro entra vitorioso em Havana e na França o Charles De Gaulle é proclamado Presidente, e em 1996 morria outro Presidente francês, François Mitterrand.

 No ano de 1969 começaram na RTP as famosas “Conversas em Família” um monólogo interpretado pelo Primeiro Ministro, sucessor de Salazar (ainda vivo) Marcelo Caetano.

Em 2003 morria o actor de revista que como pintor fez várias exposições em Portugal e no estrangeiro tendo em Valladolid vendido toda a coleção exposta e que todos lembramos em “quando eu era rapazote…levei comigo no bote…uma varina atrevida…” o inesquecível José Viana. 

E em 2004 um grupo de 400 técnicos da equipa norte-americana especializada em busca de armas de destruição maciça abandonam o Iraque sem que alguma arma  proibida tenha sido descoberta. (transcrição da notícia do JN). Nestes peritos faltaram o Tony Blair, o George W. Bush, o José Maria Aznar e, como não podia faltar um português, o Durão Barroso que asseguraram ao mundo que essas armas existiam (esta parte é minha).

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