20 de DEZEMBRO
DIA INTERNACIONAL DA SOLIDARIEDADE HUMANA
Hoje a primeira notícia leva um cunho de opinião pessoal, pois o país precisa de bons cérebros mas não podemos esquecer que precisamos também de bons técnicos com formação. Peço desculpa por dar opinião pessoal.
1864 em pleno reinado de D. Luís I, o “Popular”, um seu ministro – que mais tarde foi PM – João Crisóstomo de Abreu e Sousa fez a primeira “reforma do ensino técnico e industrial”.
E um industrial dos EUA nascido em 1868 é ainda conhecido nos dias de hoje: Harry Firestone, o homem dos pneus.
Em 1957 foi finalmente inaugurada a AIEA, Agência Internacional de Energia Atómica, no seio da ONU, depois de uma proposta inicial do Presidente Eisenhower no ano de 1953 e aprovada em 1954.
Agora uma fase relativa à música com o nascimento em 1947 da italiana da minha juventude Gigliola Cinquetti que ganhou a Eurovisão dizendo-nos que “Non ho l’età”, apesar de todas as idades serem boas para amar. E em 1960 nascia no Porto o Pedro Abrunhosa que “se eu fosse um dia o teu olhar” nos diz muito como cidadão de corpo inteiro. E em 1966 nasceu nos bairros típicos lisboetas uma das caras masculinas da nova geração de fadistas: o Camané. Mas como há nascer e há morrer, para finalizar o capítulo da música, em 2 anos seguidos morreram dois artistas com o mesmo nome e de grande nível de executantes: em 1980 o guitarrista que fez distinguir o som de Coimbra em diferenciação com a guitarra de Lisboa, chamou-se Artur Paredes, o pai do Carlos Paredes. E em 1982 outro Artur, desta vez, o polaco Rubinstein o pianista judeu especialista em Chopin e Brahms.
Em 1964 em Moçambique numa das suas atividades a PIDE num mesmo dia e entre outros elementos levou para “dentro” duas conhecidas figuras da cultura: o poeta José Craveirinha e o pintor Malangatana.
Em 1968 morria o escritor americano John Steinbeck, das “Vinhas da Ira” e Nobel de 1962.
Em 1971 foram criados em Paris, por Bernard Kouchner e mais alguns companheiros os “Médicos Sem Fronteiras” que têm prestado relevantes serviços ao ponto de receberem o Nobel da Paz de 1999. Em 1973 os espanhóis, em fase final do franquismo, fizeram em plena Madrid um violento atentado terrorista com um carro armadilhado e mataram o PM Luís Carrero Blanco.
Em 1985 S.S. o Papa João Paulo II instituiu as Jornadas Mundiais da Juventude, uma reunião de jovens católicos de todo o mundo e cuja próxima atividade será em Lisboa.
Em 1987 deu-se a maior catástrofe em pleno mar em tempos de “não guerra”: nas Filipinas um ferry boat superlotado, foi embatido por um petroleiro o que provocou explosões e o afundamento das duas embarcações. Por ironia o ferry boat chamava=se “Doña Paz” e fala-se em 25 sobreviventes e mais de 4 000 mortes.
Em 1989 os EUA invadem o Panamá para prender o seu Presidente da República, Manuel Noriega, que havia sido agente da CIA mas se transformou em traficante de droga. Tinham-no posto no lugar, perderam-lhe o controle e foram lá tirá-lo. Chamou=se “Operação Causa Justa”.
Em 1996 morreu o autor de “Cosmos” o astrónomo e escritor de ficção científica Carl Sagan.
E termino com duas entregas, uma em 1999 em nome do Estado Português, o governador Rocha Vieira, arreou a Bandeira Portuguesa pela última vez em Macau e entregou os destinos daquele território à República da China. A outra entrega foi em 2001 a partida definitiva do grande homem de letras da África francófona e antigo Presidente do Senegal Leopold Shengor.