007 – SEAN CONNERY – o James Bond escocês

31 de OUTUBRO

DIA das BRUXAS

Não é que eu acredite…mas às vezes até apetece dizer “parece que és bruxo(a)”. É noite de “Alô In”…

D. Fernando I, o “Formoso” e D. Duarte I, o “Eloquente” e o D. Luís I o “Popular” nasceram no 31 de Outubro em 1345 e 1391 e 1838. Coincidência ou não, não houve nenhum outro Rei com os seus nomes na monarquia portuguesa. Só houve primeiros “I”.

Em 1517 na igreja da cidade que hoje se chama Lutero de Wittenberg, na Alemanha, o Martinho Lutero deu começo à reforma protestante da Igreja Católica, por aquilo a que chamava abusos de Roma, a que pertencia afixando as suas 95 regras.

Em 1857 nascia o escritor e psiquiatra sueco Axel Munthe autor do Livro de San Michel”

No dia em que o acima referido D. Luís fez 51 anos foi inaugurada a travessia Porto-Gaia através da Ponte Luís I. que erradamente dizemos Ponte de D. Luís, e no ano seguinte foi inaugurado um novo porto no Tejo para servir Lisboa.

Em 1896 nasceu o fundador da Orquestra Sinfónica Nacional o maestro Pedro de Freitas Branco – irmão de Luís de Freitas Branco também um vulto da nossa música – que a convite de Maurice Ravel dirigiu várias Orquestras durante 4 anos em Paris. 

Um dos poetas mais importante do Brasil nasceu em 1902 e deixou-nos “A Rosa do Povo” e “Amor Natural” e o seu nome é Carlos Drummond de Andrade. E como é dia de nascerem reis também o  Rei do Cambodja,  Norodon Sihanouk chegou em 1922. 

Antes em 1892 nasceu o russo Alexander Alekhine um ilustre desconhecido para a maioria mas um nome que os xadrezistas reconhecem de imediato porque na primeira metade do século XX ele “só” foi campeão do mundo por…17 vezes.

Em 1925 através de um golpe militar o Xá da Pérsia mudou de nome – não foi de cidreira para tília – mas sim caiu o Ahmad, da dinastia Cajar e subiu o General Reza, da dinastia Pahlevi, dinastia que acabou com o filho Mohamad Reza às mãos dos Ayatollah meio século depois.

Em 1929 morreu o único Presidente da I República Portuguesa que conseguiu acabar um mandato, de entre os mais de 10 que ocuparam o lugar em 16 anos: o António José de Almeida que também foi o fundador e diretor do saudoso jornal “A República” e nesse mesmo dia desse mesmo ano morria em Alpiarça, onde existe uma Casa-Museu com o seu nome, o político que proclamou em 5 de Outubro a República, o José Relvas. 

Foi no ano de 1956 que, aproveitando a tentativa de Revolução Anticomunista na Hungria, foi libertado o Cardeal Jozsef Mindszenty que estava preso desde 1949. Morreu no exilio em 1971 e passados 16 anos como o seu corpo estava incorrupto começou a correr um postulado para a sua beatificação.

Todos nós já ouvimos falar das pinturas rupestres em Portugal, e logo o nosso pensamento vai para Vila Nova de Fozcoa, o que é natural dada a barafunda que envolveu com barragens e não barragens, mas provavelmente poucos ouviram falar no Complexo de Arte Rupestre do Tejo, em  Vila Velha de Rodão, cuja primeira gravura foi descoberta em 1972.

Em 1984 a saga de Primeiros Ministros indianos a serem assassinados no exercício da sua atividade política tocou à senhora Indira Gandhi, morta por dois elementos da sua guarda mas da etnia dos Sikhs

E finalmente chegou-se a 1992 e o Vaticano reconheceu (parece a justiça portuguesa), mais de quatro séculos depois, que o Galileu Galilei tinha razão na sua teoria de que a Terra é que gira em volta do Sol. O Galileu já pensava que tinha prescrito a pena, mas afinal só agora viu anulada a sua condenação. Em 2010 foi eleita a primeira mulher presidente do Brasil, Dilma Rousseff.

Vou terminar com o cinema: em 1929 nasceu o atleta olímpico italiano que virou artista e que distribuiu “porrada de criar bicho” nas cowboyadas do “Trinitá”, o seu companheiro Bud Spencer e em 1936 era a vez do americano que conhecemos como o Joe Pequeno, dos “Bonanza”  ou como o “Homem da Pradaria”, o Michael London, e também duas partidas: em 1993 o grande realizador Federico Fellini autor de “La Dolce Vita”, “Fellini 8 e Meio” ou “Julieta dos Espíritos” e a partida, de hoje mesmo 2020, do grande escocês Sir SEAN CONNERY que todos vêm como James Bond 007 (de que curiosamente fez 007 filmes) mas que eu não esqueço em “Armadilha” ou  “Descobrir Forrest”.

A minha vénia e obrigado Mister Bond. 

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