Com a noite de Santo António comprometida e confinada chegamos ao dia 12 de Junho que é o DIA MUNDIAL CONTRA O TRABALHO INFANTIL e que sendo um flagelo universal seria objeto de um texto com muitas páginas só para falar pela rama sem ir às profundezas do tema.
Começo por vos lembrar dois assuntos relacionados com o Rafael Bordalo Pinheiro pois em 1875 lançou o primeiro número da Revista “Lanterna Mágica” e nela nasceu o seu inesquecível “ZÉ POVINHO” e quatro anos mais tarde inicia a publicação de um jornal satírico intitulado “António Maria”
Em 1940 Portugal e a Espanha (que tinha saído da sua guerra civil) através de Salazar e Franco anunciam a declaração de neutralidade perante a II Guerra Mundial e passados quatro anos Portugal suspende a exploração do volfrâmio.
Em 1947 em plena Conferência de Paris da Cooperação Económica Europeia em que os EUA explicam o Plano Marshal o representante português José Caeiro da Matta (um licenciado em Direito ex-maçon e deputado ainda na Monarquia, pelo círculo de Évora e que foi Reitor da Universidade de Coimbra, Ministro da Educação e dos Negócios Estrangeiros e administrador do Banco de Portugal pela mão de Salazar e que enquanto deputado desafiou um ministro e outro deputado para duelos que se realizaram) anuncia que “as felizes condições financeiras portuguesas não precisam da ajuda americana”.
Dando uma volta a estes assuntos, voltamos ao ano de 1817, que foi aquele em que apareceu, por imaginação de um senhor chamado Karl Drais, a primeira bicicleta a que foi dado o nome de “Draisiana”.
Chegamos a 1964 e neste dia é condenado a prisão perpétua o grande Madiba mais propriamente Nelson Mandela. Felizmente não foi perpétua.
A literatura e o teatro portugueses tiveram dois acontecimentos no dia 12 de Junho de 1996 sendo um deles a atribuição do Grande Prémio do Teatro da Associação Portuguesa de Escritores a Luiz Francisco Rebello e a outra foi a morte do autor almadense de uma vasta obra literária em que sobressaiu o teatro e dentro deste genéro literário destaca-se o premiado “O Vagabundo das Mãos de Ouro”.
E depois de falar do teatro em português, vem agora o cinema internacional para dizer que em 2003 morreu um dos actores dos EUA que mais apreciei desde que vi “Duelo ao Sol” e “Canhões de Navarone” mas que ganhou o óscar pelo filme “O Sol é para Todos”. Chamava-se Gregory Peck.