Caderno de notas

Nestor de Agiesto

O que eu sei é pouco… mas não o guardo para mim

SANTA (MADRE) TERESA DE CALCUTÁ

SANTA (MADRE) TERESA DE CALCUTÁ

26 de AGOSTO

Quem se lembra que neste dia de 1978 tivemos fumo branco e ouvimos “habemus Papa”? Mas o fumo branco esfumou-se rapidamente e passados 33 dias estávamos outra vez sem Papa. De facto, neste dia foi eleito aquele que seria o Papa João Paulo I que seria entronizado em 3 de Setembro e morria a 28 do mesmo mês. Chamava-se Alberto Luciani  e vinha do Patriarcado de Veneza e a sua morte é um mistério que nunca se decifrará. Na verdade tudo se transforma de um dia para o outro e razão tinha o cientista francês que nasceu em 1743 e que dizia “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma” chamado Antoine Lavoisier que, apesar do seu mérito, acabou guilhotinado com a acusação de vender tabaco falsificado (quantas guilhotinas eram precisas hoje). Foram notáveis os seus trabalhos sobre o oxigénio e o hidrogénio e sobre o sistema métrico entre outras coisas. Quem o guilhotinou foi o Estado Francês que 5 anos antes em 1789 aprovou a “Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão”. 

Antes havia notícia da morte em 1595, no seu exílio em Paris, do Prior do Crato, D. António, que tentou ser Rei de Portugal a seguir ao Cardeal D. Henrique e foi derrotado pelos espanhóis. Mas também nasceu uma figura em 1910 que todo o mundo conhece e pelas melhores razões: Agnes Gonxha Bojaxhiu uma albanesa nascida na República da Macedónia do Norte, que se naturalizou indiana, que fundou a congregação das Missionárias da Caridade, que ganhou o Prémio Nobel da Paz de 1979 e foi canonizada em 2016 pelo Papa Francisco com o nome de Santa Teresa de Calcutá (Madre Teresa de Calcutá). 

Em 1927, isto é um ano e três meses depois do 28 de Maio, um grupo de militares chefiados pelo General Sousa Dias tentou derrubar o regime mas não conseguiu e o resultado foram mais de 150 mortos e centenas largas de feridos.

E vou acabar por hoje lembrando que, num violento acidente de automóvel, morreu um médico que preferiu dedicar-se exclusivamente à música e que compôs muitos trabalhos para muitos artistas da nossa praça musical uns em começo de carreira e outros já consagrados como por exemplo a Amália Rodrigues, chamava-se Carlos Paião. “Cinderela”, “Arroz Doce”, ou “Play Back” são alguns êxitos seus. 

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