Caderno de notas

Nestor de Agiesto

O que eu sei é pouco… mas não o guardo para mim

MARIA MADALENA - Santa ou Pecadora?

MARIA MADALENA                                                           -                 Santa ou Pecadora?

Há quem chame a este dia o “dois patinhos” de Julho e na religião católica comemora-se o dia da santa que era pecadora mas a quem ninguém conseguiu atirar a primeira pedra e recebeu a misericórdia de Jesus: chamava-se Maria Madalena e foi elevada a Santa. Consta que em 1099, depois da 1ª cruzada ter tomado Jerusalém, Godofredo do Bulhão (ainda não havia mercado naquele tempo) foi nomeado como 1º Defensor do Santo Sepulcro. Depois de em 1812 os ingleses terem ido a Salamanca derrotar os generais de Napoleão, também em França se realizou o 1º episódio do desporto automóvel, entre Paris e Rouen (126 Kms) em 1894, e o vencedor foi um carro a vapor, à frente de carros a gasolina, chamado Dion-Bouton que era o nome dos dois construtores. Eu que morei na Av. Gen. Norton de Matos, e que sabia que foi governador em Angola, se chamava José Maria e tinha sido candidato à Presidência da República contra Carmona, não sabia que em 1916 construiu em Tancos (já havia o badalado Tancos) o Corpo Expedicionário Português que combateu na 1ª Guerra Mundial. Já falei de uma batalha terrestre e agora vou falar sobre uma batalha naval que decorreu em Santa Cruz de Tenerife, em que o grande Almirante Nelson quase “foi para o maneta”. É verdade que sobreviveu, mas teve de fugir e ficou com um braço mais curto. Ficou um meio maneta. Estava-se em 1797. Dois assuntos políticos ocorridos durante o Estado Novo vêm a seguir. No glorioso ano de 1946, neste dia a revista “Time” foi proibida em Portugal porque trazia um artigo intitulado “Até que ponto o melhor de Portugal é mau?”.E em 1954 morreram dois militares anónimos portugueses quando os indianos tomaram posse dos enclaves de Dadrá e Nagar-Aveli integrando-os na União Indiana.

Dois factos do exterior, um a representar a guerra e outro de paz. Em 2011 um extremista de ultra direita fez uma horrorosa tragédia na Noruega matando quase 80 pessoas e não mostrando arrependimento em tribunal. O contrário aconteceu com o Papa Francisco em 2013, na sua primeira viagem fora Itália, na deslocação ao Brasil para as Jornadas Mundiais da Juventude. No tal ano glorioso de 1946, onde se nasce muito bem, chegou a França (não sei se de cegonha) uma bela voz a de Mireille Mathieu, e fiquei a saber que o nascido em 1932, Oscar de La Renta, estilista, era da República Dominicana. Mais política portuguesa com a criação em 1974 da Confederação da Indústria Portuguesa, com António Vasco de Mello como presidente a que se seguiram Pedro Ferraz da Costa, Francisco Vanzeller e actualmente o António Saraiva. A outra é que foi aprovada uma Lei de Bases da Reforma Agrária em 1977 que teve muita oposição do PCP e foi da autoria de um sociólogo muito conhecido e que ocupava o lugar de Ministro da Agricultura e Pescas de um governo socialista, isto depois de ter sido elemento do PCP na clandestinidade. Foi a Lei Barreto, da autoria de António Barreto, hoje um independente mas que também passou pelo Movimento de Reformadores que integrou ou apoiou a Aliança Democrática. Vou terminar com uma curiosidade, que começo com uma pergunta: quem foi o nosso Rei D. Pedro III?  Tivemos o D. Pedro I o “Justiceiro” da D. Inês de Castro, o D. Pedro II o “Pacífíco”, que substituiu o seu irmão dado como maluco, tivemos o D. Pedro IV o “Rei Soldado”, que deu a independência ao Brasil e o coração ao Porto, e tivemos o D. Pedro V o “Esperançoso” ou o “Bem Amado”, que morreu aos 24 anos por doença contagiosa. Então o D. Pedro III onde se escondeu? Como não tem a ver com o dia de hoje vou contar-vos um episódio parecido. Neste dia de 1832, morreu Napoleão II de França mas que nunca governou e que morreu de tuberculose aos 21 anos no lindíssimo Palácio de SchonBrunn em Viena. E só se soube que houve um Napoleão II quando mais subiu ao trono outro Napoleão e se assumiu como Napoleão III implicitando que o príncipe teria sido o Napoleão II. Para vos matar a curiosidade o D. Pedro III da nossa história era o irmão de D. José I, e que casou com a sobrinha e filha do D. José I, a D. Maria I. Leiam com calma, que isto é esquisito pode ser confuso mas é verdade.

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