04 de OUTUBRO de 1946
Na Rua Alfredo Cunha, 89, em Matosinhos, segundo diziam os meus Pais, Conceição Amorim e Ernesto Reis, eu tinha vindo ao mundo num parto normal para fazer companhia a uma Irmã que tinha quase 15 meses, de nome Maria José.
O tempo foi passando e, depois de 9 anos e 4 meses de namoro, aos quase 27 anos formalizei perante a Igreja Católica um contrato com a Odete, de quase 25 anos, após ter regressado de uma comissão militar obrigatória de 2 anos em Moçambique. Nove meses depois chegou a Ana e, dois anos depois, partiu de vez o meu Pai. Passados 3 anos chegou o João e a vida foi correndo com normalidade até que de comum acordo passados mais 17 anos fomos ao Hospital antigo de Matosinhos “pescar” a Alexandrina já com 10 meses e carregada de deficiência. Passados 2 anos apareceu o primeiro “afim”: um Genro, o Jorge, e passados 4 anos a primeira Neta, a Clara, a que se seguiu 2 anos depois o segundo Neto, o Lourenço e partiu o meu Sogro, Eloy, e no ano seguinte a minha Mãe. Não fica por aqui o caminho pois mais 2 anos passaram e no mesmo mês partiu a Madrasta da Odete, Maria, e nasceu o terceiro Neto, o Mateus. E passados 3 anos o João encontrou a Companheira da sua vida, a segunda “afim”, Sara, e escolheu o estrangeiro para viver. Resolveram fazer uma União de Facto que me transformou novamente em Sogro desta vez da Sara que 15 anos depois nos presenteou com a quarta Neta, a Terra. Esta é resumidamente a história do núcleo familiar que me rodeia. No entanto, no período de 1946 a 1954 vivi na casa dos meus Avós maternos, Joaquina e José Maria (galego) com os meus Tios e Tias, de quem tenho algumas memórias mas não me lembro da minha Avó que andou comigo bebé ao colo antes de falecer. Os outros 3 Avós partiram antes de eu chegar. Feito o resumo vamos a outra data.
04 de OUTUBRO de 2026
Os meus filhos e a minha esposa resolveram que os meus 80 anos deveriam ser festejados de forma diferente do habitual. Assim eu aceitei e, dado que a geração familiar anterior à minha já toda tinha morrido, que se fizesse um almoço com a minha Irmã, a nossa Alexandrina, todos os primos da minha geração e respectivos cônjuges e ainda os pais do meu genro e os da minha nora. E pedi para não exagerarem noutros convites extra. Mas só tive conhecimento no momento da minha chegada à casa da minha filha. Os meus quase irmãos, casal de Évora, a minha Comadre, filha e genro, vindos de Oeiras, e ainda um Amigo que eu vi nascer (quase família) e a esposa, e mais outro amigo e finalmente duas Amigas da Conferência Vicentina, uma com 82 e outra com 93 anos. Mais tarde apareceu uma colega e marido representado a turma que frequento há 22 anos no Instituto Sénior. Pedi para não haver prendas mas não recusei as de alguns teimosos.
Explicado o elenco da festa devo dizer que houve alguma animação para além do serviço e do bolo de anos regado a champanhe.
Agora vamos a um ou dois comentários pessoais.
O primeiro é de agradecimento a quem organizou tudo e a quem colaborou na festa.
Depois agradecer aos que puderam comparecer e que me pareceram ser sinceros na amizade e na apreciação sobre tudo o que se passou à sua volta e aos que foram convidados mas não puderam estar presentes e me telefonaram tamb~em agradeço.
E finalmente a minha alegria pelas companhias que tive durante toda a tarde e que eu seleccionaria para fazer uma equipa à minha volta.
A TODOS o meu MUITO OBRIGADO DO CORAÇÃO.
O segundo comentário pessoal tem a ver com o intervalo das duas datas 1946 e 2026.
E o comentário começa, por dada a minha convicção religiosa, com o maior agradecimento a DEUS por, com tantos altos e baixos, Ele sempre ter a sua mão como meu amparo. Também o Santo do meu dia de anos, S. Francisco de Assis – que eu trato por “meu Chiquinho” - tem trabalhado muito a meu favor.
O agradecimento seguinte vai para as pessoas de bem que me formataram ao longo destas décadas, familiares, professores, religiosos, e a sociedade em geral tanto no desporto como nos empregos e em todas as actividades e, claro, com os amigos.
E, finalmente, a educação que os meus pais me deram, e o respeito por eles mesmo depois da autonomia alcançada pela maioridade, foi a base que a grande obreira da minha vida, a “minha rainha” ODETE, “pegou” há 62 anos (1964) e burilou com tal arte que eu, com todas os defeitos e virtudes, sinto que vivo uma vida de gratidão e de esperança por tudo o que tenho recebido e só lhe posso retribuir com o AMOR que sinto por Ela.
OBRIGADO...OBRIGADO...OBRIGADO.
Matosinhos, 10 de Outubro de 2026