30 de JULHO
Hoje a Igreja Católica festeja o dia de S. Pedro, o “Crisólogo” que significa Pedro das PALAVRAS DE OURO, pela sua eloquência. Eu que gosto das palavras e do seu uso e da sua função fico por vezes triste pelo que ouço e pelo que leio, mas também vibro com um bom texto ou uma boa leitura de um discurso. Portanto, a minha oração ao Santo.
Hoje é, e desde 1980, o DIA da República de Vanuatu, lá para os confins do Pacifico Sul e que tem por capital Port Vila, e por moeda o Vatu. Este pequeno país ilhéu é muito usado pelos informáticos para uso dos servidores cujo domínio é “.vu” tipo offshore. E tem três línguas oficiais o francês, o inglês e o BISLAMÁ, um crioulo também falado nas Ilhas Salomão e nas Ilhas Fidji. E diz a ONU que hoje é DIA da AMIZADE e DIA CONTRA O TRÁFICO de PESSOAS, duas coisas antagónicas (amizade e tráfico de pessoas) e que têm a ver com o carácter do ser humano. Tanta gente que está de parabéns hoje, uns ainda por cá, outros já “noutras paragens”. Em 1863 o Henry Ford, em 1878 o nosso poeta popular António Corrêa de Oliveira, e outro poeta, mas brasileiro, nasceu em 1906 e dele muita coisa aparece nas redes sociais, chama-se Mário Quintana. E na vida artística também os nomes de aniversariantes não são anónimos, senão vejamos: em 1928 chegava a diva do teatro Eunice Muñoz e, da mesma arte, nascia em 1940, o Nicolau Breyner e no ano seguinte o canadiano que cantou e encantou com “Diana”, “You Are My Destiny” e é o autor da grande canção do Frank Sinatra “My Way”. Chama-se Paul Anka. E na música portuguesa também há anos hoje, pois em 1957, aterrava o “Chico Fininho” de seu nome Rui Veloso. Para terminar este rol de artistas faltava o cinema, e em 1947 a cegonha chegou à Áustria com o americano Arnold Schwarzenegger que, além de partir tudo, ficou grávido no filme Júnior e chegou a Governador da Califórnia na vida real. Antes de passar a factos vou dizer-vos quem partiu neste dia. Em 1898 foi a vez do unificador da Alemanha, o Otto von Bismarck, e em 1950 deixava de tocar o seu violoncelo a Guilhermina Suggia, e a Europa, só no ano de 2007, perdeu dois grandes realizadores de cinema: o sueco Ingmar Bergmann com os seus “Morangos Silvestres” ou “A Fonte da Virgem” e o italiano Michelangelo Antonoioni do “BlowUp” ou “A Noite” etc. E no mesmo dia que, em Montevidéu, o Uruguay se sagrava vencedor do primeiro campeonato do mundo de futebol ao derrotar a vizinha Argentina por 4-2, cá, na nossa terrinha, um decreto de Salazar ilegalizava todos os partidos e criava o parido único de nome UNIÃO NACIONAL. Salazar e o Estado Novo no seu esplendor. E a juntar a este vendaval um outro em 1932 com o Hitler a aumentar o seu poder nas eleições e a bloquear as instituições. Tão parecidinhos… E talvez estes vendavais tenham acontecido porque, também neste dia de 1818, tinha nascido a Emily Brontë autora do “Monte dos Vendavais”. Em 1957 a Nigéria recebeu a autonomia da Inglaterra e em 1966 essa mesma Inglaterra fica campeã do mundo de futebol ao vencer a Alemanha, no prolongamento, por 4-2, num jogo em que o golo que levou o jogo para prolongamento talvez (é a minha convicção) não tenha entrado na baliza alemã. Mas, propositadamente, falei em cima do mundial de 1930 e em baixo do mundial de 1966 em que reinou o Eusébio, a “levar no corpo” do Nobby Stiles ou a marcar 4 golos num só jogo e a sair do campo a chorar. Ora vejamos: nos dois ganhou o país anfitrião, o resultado foi igual, contra adversários que também foram campeões do mundo e no de 1966 o jogo inaugural foi, por sorteio, entre os dois países com o resultado de 0-0 e um “arraial de porrada” e sururu à mistura. Ah… já me esquecia: naquele tempo havia muitos suplentes mas só havia uma substituição, hoje há três e devido à pandemia já vamos em cinco.