P O R T U G A L

DIA de PORTUGAL, de CAMÕES e das COMUNIDADES PORTUGUESAS, e eu acrescento

DIA dos SANTOS ANJOS DE PORTUGAL,  e, já agora, o que fizemos ao meu DIA da RAÇA?

E não sei se sabem que também é o DIA dos ALCOÓLICOS ANÓNIMOS porque em 1935 dois americanos, um deles médico, resolveram criar esse tipo de terapia.

Como sabem este dia, no Estado Novo, era muito utilizado para propagandas e inaugurações e assim em 1943 era inaugurada a Feira Popular de Lisboa organizada pelo jornal do regime “O Século” e que tantas delícias fez enquanto durou, e no ano seguinte foi inaugurado o Estádio Nacional no vale do rio (ribeira) do Jamor, no concelho de Oeiras. E se estádio lembra  desporto  o rio também pode ser um estádio para desporto como comprova o Tamisa, em Londres,  que viu nascer em 1829 a centenária e célebre regata de remo entre Oxford e Cambridge. 

Duas notas para este dia, uma a de  que em 1891 foi fundada a Companhia Reunida do Gás e Electricidade que, de alteração em alteração, chegou aos nossos dias com o nome de EDP (hoje já com concorrência) que MEXIA e  mexe todos os meses nos nossos bolsos de maneira agressiva,  e a outra nota é que em 1967 acabou no Médio Oriente a Guerra dos 6 Dias que opôs Israel como vencedor a uma série de países árabes perdedores em toda a linha, tendo sobressaído como herói o célebre General Moshe Dayan, o homem da pala no olho. 

E agora uma referência a quem neste dia chegou ou partiu deste mundo.

Em 1819, em França chegou o pintor realista Gustave Courbet que só pintava o que via pelo que se negou a pintar anjos. E os EUA viram chegar em 1922 uma talentosa atriz chamada Judy Garland (mãe da Liza Minelli) que maravilhou em “O Feiticeiro de OZ” ou em “A Star is Born” ambos com varias versões ao longo dos anos. E também nasceu em 1931 um cantor/compositor que partiu há pouco e que foi um dos motores da Música Popular Brasileira e senhor de notável cultura: João Gilberto.

Mas claro que neste deve e haver, ao mesmo tempo que uns chegam outros partem mas ficam na história e assim seria imperdoável não começar por LUÍS VAZ DE CAMÕES que nos deixou tão belas poesias líricas (algumas delas hoje cantadas) para além da epopeia que são “Os Lusíadas” antes de sair de cena em 1580 bem a tempo de não ser governado pelos espanhóis. Em 1836 apagou-se a luz da vida ao francês André Ampère um físico e matemático iluminado e que dá o seu nome à unidade de intensidade da corrente eléctrica, para além de ter inventado o galvanômetro e o electroiman. Noutra área teve a Espanha, mais propriamente a Catalunha a pena de ver “abalar”, vitima de atropelamento por um autocarro, um dos mais conhecidos arquitectos de todo o mundo – que tem em marcha um processo de beatificação – que deu pelo nome de ANTONI GAUDI que deixou na cidade condal, a sua Barcelona pela qual lutou politicamente,  as célebres casas Calvet, Battló ou Mila, objetos de visita turística obrigatória sem esquecer a maravilhosa e inacabada Igreja da Sagrada Família, cujo nome oficial é TEMPLO EXPIATÓRIO DA SAGRADA FAMÍLIA. E vou-me embora por hoje dizendo que também foi embora em 2004 uma voz maravilhosa do Jazz mundial o norte-americano RAY CHARLES do qual vos recordo só “Georgia on My Mind” ou “I Can’t Stop Loving You”. 

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