No dia 22 de Junho de 1936, três semanas e meia depois do golpe que instituiu o Estado Novo, foi dado o primeiro passo para um dos maiores crimes da ditadura e que, mais tarde, foi endurecido por Salazar e os seus pares e que só terminou com o 25 de Abril 48 anos depois – foi instituída a CENSURA PRÉVIA À IMPRENSA.
Mas também foi neste dia que outra ditadura exerceu o seu poder ao mesmo tempo que se mostrava ignorante – Galileu Galilei foi obrigado a negar a sua descoberta cientifica de que o centro do nosso sistema é o Sol e não a Terra como a ditadora Inquisição queria. Corria o ano de 1633.
Mas este dia teve o foco noutro cientista e este pela positiva. Foi no ano de 1752 que o Benjamin Franklin fez o primeiro teste do para-raios. Ele que também foi um bom político.
Agora dois assuntos da literatura, começando pelo ano de 1888 ano em que o grande escritor e um dos primeiros historiadores científicos da História de Portugal, Alexandre Herculano, autor de “Eurico, o Presbítero” e “O Monge de Cister” entre outros, teve honras de trasladação para o Mosteiro dos Jerónimos e depois em 1898 com o nascimento de Erich Marie Remarque, o escritor alemão que escreveu “A Oeste Nada de Novo” e “Uma noite em Lisboa”. E já que falei de nascimento digo-vos que neste dia chegou à luz do dia uma diva do cinema que quanto mais velha mais qualidade nos apresenta: quem gosta de cinema e não conhece Meryl Streep que leva 71 anos pois nasceu em 1949. Mas quando uns chegam outros saem de cena e em 1969 perdemos a atriz Judy Garland e em 1987 saiu, em passo de dança, o bailarino mais famoso do cinema o Fred Astaire. E em 1984 morreu um atleta quase anónimo que representou o Alhandra Sport Clube e foi o herói dos meus primeiros 10 anos e ficou para sempre. Chamava-se José como eu e de apelido era o Baptista Pereira. Quem se lembra dos seus feitos? Recordista da travessia a nado em 1953 do Estreito de Gibraltar e mais importante ainda o recordista e vencedor da travessia do Canal da Mancha em 1954. A sua terra era pobre mas honrou o seu atleta e construiu-lhe uma casa onde viveu até morrer. Maravilha a gratidão!!!
E para nós que moramos muito próximo do Rio Douro em 1963 foi inaugurada a Ponte da Arrábida concebida pelo Engº Edgar Cardoso, numa construção arriscada e pioneira no mundo.