SINTO QUE TENHO DE DIZER: PARABÉNS E OBRIGADO

(Serviço de Urgência do Hospital Pedro Hispano)

Sábado às sete e meia da manhã recebi um telefonema a informar-me que um familiar tinha entrado no Serviço de Urgência do Hospital Pedro Hispano após um incidente de saúde – que acabou por ser um caso feliz apesar de tudo. Dirigi-me ao referido serviço, quase vazio na sala de espera, e pedi informações no respectivo balcão e foi-me dito para entrar e aguardar que alguém da equipa médica me viria informar logo que estivesse disponível. Esperei pouco mais de dez minutos e um médico veio informar-me, com bastantes dados, que a situação não era do foro neurológico e que estava a estabilizar-se e, ainda, que podia ir descansado que me informariam telefonicamente. Chamaram-me da secretaria para me entregar, sob protocolo,  os pertences da familiar para não se despistarem. Por volta do meio-dia dirigi-me às informações para saber mais algum pormenor do estadio da paciente e disseram-me que podia visitá-la numa das salas do SU. Nessa sala, antes da visita à cama, foram-me prestados pormenores sobre a situação e que, a manter-se o caminho da evolução da situação, a familiar iria ter alta ao fim do dia. Fiz a visita e fiquei durante o dia à espera de notícias. Cerca das vinte e uma horas dirigi-me ao balcão das informações para saber o que se passava e fui informado que esperasse à porta porque a médica de serviço viria falar comigo. Esperei mais dez minutos e a médica veio informar-me de que tinha emitido a alta, que já tinha accionado o respectivo transporte e relatou-me o que havia sido observado e a vigilância que deveria haver. Ao ler o boletim da alta verifiquei que para além de exames (TAC, análises e raio X, pelo menos) foi observada naquelas doze horas por medicina interna, anestesiologia e neurologia. E o sábado chegou ao fim com uma sensação de alívio e de conforto embora com avisos de que poderia demorar a recompor-se por completo.  Domingo acabo de almoçar e recebo um telefonema a dizer que teria havido uma situação do mesmo género do dia anterior, mas em menor escala, e que a opção foi reenviar a familiar por prevenção ao mesmo serviço. Lá me dirigi às informações e dado que a familiar estava sozinha fui convidado a entrar para fazer de acompanhante. Foram feitos mais exames (outras análises, outro raio X, pelo menos) e ao fim de quatro horas a médica fez a análise da situação, prescreveu a alta e seguimos o nosso caminho. 

Hoje a situação parece estar ultrapassada, as muitas patologias requerem cuidados de prevenção mais que de remediação, a idade à medida que avança mais preocupações traz, mas parece que nestas situações tudo se encaminhou para o lado positivo.

Numa altura em que “toda a gente” dá opinião sobre o SNS e as suas urgências, eu venho relatar o que me foi proporcionado ver e ouvir e posso, com convicção, dizer que, independentemente do volume de serviço, se tivesse que classificar daria uma nota elevada à organização e ao trato carinhoso que vi naquelas quatro horas nas equipas na sua maioria jovens . Esta é uma opinião pessoal e nada mais que isso, e, como acompanhante frequente há mais de duas décadas de idas de familiares àquele serviço, devo dizer que foi quase de certeza a vez que melhor imagem me deixou. Como remate devo dizer que entre direitos e deveres dos actores todos destes episódios penso que todos foram cumpridos, logo não haveria nada a tornar público mas, atendendo a que há pessoas de todo o tipo de trato, eu pensei por bem agradecer a esta equipa de anónimos que souberam representar aquilo que o simples cidadão tem direito e deles espera. OBRIGADO. 

Nota: a minha familiar já está em franca recuperação a caminho do “bom tempo”.

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