AAC – Briosa

QUO VADIS…BRIOSA?

O meu primeiro clube foi, é e será sempre (julgo eu)  o GLORIOSO LEIXÕES SPORT CLUBE, mas todos temos mais afeições quando o nosso clube não é o melhor. Daí eu ter no meu coração, desde que me lembro, a também gloriosa AAC – ASSOCIAÇÃO ACADÉMICA DE COIMBRA como meu segundo clube. 

Quis o destino que na semana da Paixão o sábado não fosse de Aleluia em terras coimbrãs e a foi-se o brio da velha BRIOSA a caminho de um Calvário do qual não sei se algum dia terá uma Ressurreição. Vou acreditar que sim!

Onde estás a chorar Dr. Mário Torres – a tua medicina não cura esta doença, onde chora o Dr. Vasco Gervásio – as leis da tua advocacia não podem valer neste desastre, onde chora o grande Mário Wilson – que já não tem táctica que lhe possa valer, e ainda na nosso planeta onde choram o Dr. João Maló – este é de certeza um dos dentes mais difíceis de tratar, e o Dr. Manuel António – será esta doença da sua Briosa um cancro para tratar?, e toda a arte do Dr. Artur Jorge servirá para recuperar desta queda e o que sofrerá também o meu amigo leixonense de capa e batina o médico Dr. António Serrano? Serei injusto se só lembrar estes, porque quando a AAC tinha estudantes (quase todos universitários) que jogavam futebol – e bem – teve futebolistas que dignificaram a camisola e que tornavam a lista quase infindável de atletas com amor à camisola e à tradição e em que muitos se licenciaram e outros não, sem que estes últimos não merecessem também a nossa lembrança. Agora a Briosa tem futebolistas que provavelmente – tenho muitas dúvidas – não lhes passa pela cabeça que os estudos são o seu futuro e os resultados estão à vista. 

Num clube com 134 anos em que a primeira Taça de Portugal está no seu museu, conquistada quando eu ainda não tinha nascido, e que mostrou também noutra Taça de Portugal que também lutavam contra a ditadura do Estado Novo, é muito triste o momento presente. E eu só estou a falar do futebol sénior mas julgo – tenho pouca informação – que o ecletismo da Académica também estará de rastos. Só mesmo para terminar – deixando tantos nomes para trás – falo no basquetebol campeão no fim dos anos cinquenta onde reinava o brilhante Dr. Mário Mexia ou seja mais um verdadeiro Doutor até doutor em basquetebol.

A próxima época ainda vem longe mas está na altura de a Academia estudar bem a lição, atempadamente, para que a passagem pela 3ª liga seja uma rampa de lançamento para os voos a que a Cidade e a Universidade têm direito no desporto. Presidente da Câmara, conimbricenses, dirigentes desportivos de Coimbra ou coimbrões por amor está na hora de começar o hercúleo trabalho de fazer renascer a BRIOSA –  ASSOCIAÇÃO ACADÉMICA DE COIMBRA. 

Leave a comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *