“UMA BALA”
Depois das armas de destruição maciça que o G. W. Bush, o T Blair, o J.M. Aznar tendo como anfitrião o D. Barroso, descobriram no Iraque para destruir outros países e que afinal só destruíram o próprio Iraque – que saudades que eu tenho de ver o J. R. dos Santos a relatar em directo a guerra como se fosse um desafio de futebol e com tanto fogo de artifício ao longe que até cheguei a pensar que era o Senhor de Matosinhos – eu já estava ansioso por ver a invasão da Ucrânia marcada pelos EUA para esta quarta-feira dia 16 – só não sabia a hora pelo que fiquei com a televisão acesa todo o dia e toda a noite – mas não aconteceu e fiquei desapontado. Provavelmente, vão perder todos por falta de comparência ou adiaram a invasão por não terem o certificado digital de vacinação. Assim fico à espera de um comunicado conjunto a anunciar a nova data, porque até já temos no terreno quem faça a reportagem em directo. É preciso “dar gás” neste assunto porque como todos sabem esta aventura tem menos a ver com a “fronteira natural” do que com o “gás natural”. A arma que os EUA têm medo chama-se “Nord Stream 2” que não é uma arma letal mas sim um gasoduto. Mas voltando à invasão que não aconteceu…ainda, fiquei com uma esperança na semana passada quando, no aqui bem perto Estádio do Dragão, com relato em directo, como no Iraque, anunciaram o aparecimento de um objeto metálico no relvado a que chamaram “BALA”. Ora como nos estádio de futebol em Portugal as pessoas só entram depois de serem revistadas calculei que só as forças de segurança é que levariam armas – para disparar para o ar se fôr necessário – e como estas não anunciaram nenhum disparo eu presumi que os russos ou os ucranianos se tivessem distraído e disparado uma bala e ela tivesse caído ali. Como diria o grandíssimo Raul Solnado na sua guerra de 1908 como a bala não apareceu, deve ter-se “perdido a bala e a guita, perdeu-se tudo”. Mas eu não perco a esperança de que as coisas ainda se componham porque com tantas armas e se calhar tantas BALAS para vender não faz sentido que não haja um desafio com relato directo e integral para no fim ouvirmos os treinadores, um jogador de cada equipa e o melhor em campo e durante umas semanas os comentadores nos noticiários todos.
Vou terminar jogando numa aposta tripla entre os políticos (eleitos democraticamente), os comentadores (escolhidos a dedo) e os adeptos (povo que os escolha) e as sondagens dão um empate técnico entre os políticos e os comentadores com 49% cada e os adeptos com 2% (porque sempre, mas sempre, quem se lixa é o mexilhão). Oxalá as sondagens acertem, como há pouco tempo, e os adeptos=POVO tenham a maioria absoluta. E já agora que ganhem sem disparar “UMA BALA”.