As minhas raízes paternas em Penafiel. O passado e o presente: os que partiram e os que ainda estão

PENAFIEL

Há 65 anos acabava eu a Instrução Primária e nela tinha aprendido que o distrito do Porto tinha somente duas cidades: Porto e PENAFIEL. E eu coberto de glória pensava que a minha família paterna eram os REIS, de Penafiel. Como tudo evolui hoje há milhentas cidades no distrito do Porto e uma delas é Matosinhos de onde é oriunda a família materna e onde eu próprio nasci. Mas há uma diferença: eu nasci na Vila de Matosinhos que foi elevada a cidade e o meu Pai nasceu numa cidade que já o era há mais de um século. 

Agora vem a família penafidelense começada pelo meu avô José Mendes dos Reis e pela minha avó Iria Machado Moreira da Silva Reis que criou os seus 5 rapazes e uma rapariga que por sua vez trouxe a minha geração e que por sua vez trouxeram nova geração e ainda há uma nova geração a seguir. 

Posto isto de situar gerações vamos “ler” o dia de hoje na perspectiva de Penafiel. 

Comecemos pelo mais velho o tio José Reis (como eu) que devido à sua carreira de Juiz deixou cedo a cidade acabando a sua vida em Lisboa sem filhos (só um enteado – José Guilherme), depois segue-se o tio Alexandre Reis que se manteve na terra com a tia Mimi e os seus dois filhos, o Jaime e a Maria Alexandre (a Nininha), mas que partiu repentinamente tão cedo que me conheceu mas eu não o conheci. Depois falo do tio Ricardo Reis (não é o heterónimo de Pessoa) que na sua atividade profissional de Escrivão na Função Pública foi parar à vila da Sertã cassado com a tia Ema e não teve filhos. Como nunca voltou à sua terra eu não o conheci. Depois a matriarca do Outeiro (casa da família em Santiago) a tia Iria (para mim a tia Lirinha) ficou solteira e não saiu da terra e teve a sua fiel empregada Carolina (era da família para mim) sempre como companheira de uma vida. A seguir veio o novato do grupo o tio Fernando que viveu alguns anos em Angola com a tia Maria Júlia e que numa das suas viagens á metrópole foi recebido em Lisboa pela tia Iria…e por mim.

Bela viagem de comboio e estadia em hotel. E deste casamento nasceram em Angola a Iria e o Eduardo. Falta falar do meu Pai, o Ernesto Reis que saiu muito cedo da terra e depois de muitos anos a viver no Porto veio arribar a Matosinhos e ao casar com a minha Mãe Conceição ofereceu à vida a Maria José e o José Maria.

E na geração abaixo da minha a Maria Alexandre ao casar com o Eduardo ofereceu-nos a Maria Alexandra, a Maria Paula e o Eduardo e eu ofereci a Ana Alexandre e o João Rui e “pesquei” a ciganita Alexandrina. E a geração seguinte vem da Maria Alexandra que casou com o David e veio o Alexandre e da Ana Alexandre que casou com o Manuel Jorge chegaram a Clara, o Lourenço e o Mateus. Resta acrescentar mais uns nomes por união sem filhos: o Eduardo com Fátima, a Iria com o João, a Maria Paula com o Vitor e o irmão Eduardo com a (?).

E dito isto, e espero não ter falhado muito, venho ao que me levou a escrever este rendilhado familiar saído do primeiro quarto do século XX da Casa do Outeiro e do Lugar da Boavista em Santiago Sub-Arrifana casas em que eu passei bons momentos da minha infância: o que resta?

Resta a Casa do Outeiro com a Iria porque depois o Eduardo está no Marco, eu e a Maria José estamos em Matosinhos, a Maria Alexandra está na Maia, a Maria Paula está em Paredes e o Eduardo não sei onde vive mas tenho ideia de ser fora de Penafiel. 

Matosinhos/Penafiel

20-02-2022.                      FAMÍLIA REIS

Leave a comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *