25 de Novembro
Bom dia hoje é dia de lembrar um rumo novo na, então jovem e por isso frágil, Democracia Portuguesa e que a tornou, dentro da sua permanente fragilidade, mais forte. Por razões pessoais estou a escrever este texto noutra data em que a Soberania Portuguesa foi restabelecida em 1640, quando nos separamos dos 60 anos de soberania espanhola. Uns festejam estes dois dias outros ficam tristes, porque estavam do lado que ganhou ou do lado que perdeu. Sim porque temos que saber viver com anarquistas, totalitários (de ambos os lados), iberistas, e outros e só assim somos Portugal com glórias e vergonhas, com vitórias e derrotas, com alegrias e tristezas, com heróis e com gente de má índole. Assim para o meu lado pessoal – e deixo para Vós a vossa convicção – hoje é um dia de festejar os dois dias e publico as efemérides do 25 de Novembro de 1975 que foi o fim do anárquico PREC..
DIA INTERNACIONAL PARA A ELIMINAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES, porque em 1961, Rafael Trujillo, o ditador da Rep. Dominicana (paraíso dos turistas) mandou assassinar as três irmãs Mirabal que se opunham à sua política.
DIA de S. CATARINA, de ALEXANDRIA, mártir do século IV que Joana D’Arc disse ter-lhe aparecido e que é a Padroeira de estudantes, filósofos e professores.
Os mouros perderam o seu último território na Península Ibérica em 1492 depois do Rei de Granada, Boabdil, ter assinado com os Reis Católicos de Espanha, Fernando e Isabel, o Tratado de Granada neste dia de 1491, também conhecido como a “Capitulação de Granada”. Este Tratado teve muita qualidade pois permitiu aos mouros serem protegidos incluindo mantendo mesquitas e direitos como se fossem espanhóis. Para aquele século teve muita dignidade. Em 1540 o corsário Timoja juntou alguns dos seus mercenários aos militares de Afonso de Albuquerque e conquistaram para Portugal a fortaleza e cidade de Goa. Em 1875 o Reino Unido comprou acções do Canal de Suez de modo a exercer o seu controlo. Nos antípodas de Portugal, em 1947 através do “Estatuto de Westminster” a Nova Zelândia assumiu o poder legislativo no seu território sem sair da Commonwealth. Ou seja passou a ser independente embora sob a “alçada romântica” da Coroa. Em 1966 foi promulgado o actual Código Civil Português que, como é lógico, foi sendo alterado para se adaptar à nova Constituição Portuguesa. Foi elaborado por uma vasta equipa de professores de Direito e coordenados por Antunes Varela. O “Código Varela” substituiu o “código Seabra”. Na América do Sul, a Holanda perdeu a sua colónia Guiana Holandesa que se tornou independente com a capital em Paramaribo e a falar o neerlandês e a usar o dólar surinamo e usando o nome de Rep. do Suriname e ladeada pela Rep. da Guiana (ex-inglesa) e pela ainda colónia francesa: Guiana Francesa. Isto foi em 1975. Em 2019 num “super” país europeu, a Alemanha, deu-se um assalto a um museu em Dresden e foram roubadas jóias e diamantes no valor de milhares de milhões de euros. Não caiu nenhum ministro, mas se fosse num país à beira-mar plantado ainda hoje se falava disso. E agora vamos ao registo civil dos notáveis. Nasceram em 1744 o maior botânico português Felix Brotero, em 1845 o grande escritor poveiro e meu homónimo o José Maria (Eça de Queirós), o bondoso S. João XXIII, o criador do reformador Concílio Vaticano II, o tenebroso Augusto Pinochet em 1915, o milionário dos casinos portugueses Stanley Ho em 1921 (centenário) e a nova “pérola” do futebol espanhol e mundial – para mim – o Pedri em 2002. E agora a despedida de famosos. No ano de 2005 uma outra “pérola” do futebol mundial o George Best que só não foi maior porque se perdeu na boémia tal como o “diamante” que partiu em 2020 o argentino Diego Maradona para muitos o maior e que morreu no mesmo dia em que em 2016 tinha morrido o seu grande amigo e camarada cubano Fidel de Castro.
Uma nota especial: a maior prenda do 25 de Novembro foi a retoma de uma Liberdade recentemente adquirida e que estava a ser sufocada e a prenda logo a seguir foi a “descoberta” de um Homem que serviu o país e que poderia ter passado anónimo como tantos outros grandes valores humanos que não chegamos a conhecer por não terem saído do anonimato. Esse homem é António Ramalho Eanes.
25 de Abril SEMPRE com o 25 de Novembro.