Hoje são 23 de Julho e nada melhor que começar por um centenário de nascimento de alguém que foi grande AMÁLIA RODRIGUES. E o seu lugar na música portuguesa é ímpar, tal como no piano há outra aniversariante que nos prestigia no estrangeiro, pois em 1944, tal como a Amália, nascia em Lisboa, a Maria João Pires. E como comecei pela música vou continuar com o desaparecimento de outras duas pessoas da música. Em 2004 deixou-nos o nosso extraordinário guitarrista Carlos Paredes e no estrangeiro perdia-se, numa dose excessiva de álcool, a fabulosa Amy Winehouse (veja-se a ironia do nome começar por wine e perder-se no álcool e terminar em house e ela ter morrido em casa). Com 27 anos perdeu-se uma cantora que revolucionou a música em geral. Agora vou para o desporto para falar de 1966, pois neste dia Portugal a jogar contra a Coreia do Norte que havia eliminado a poderosa Itália esteve a perder por 0-3 até aparecer aquele “animal” (Pantera Negra) chamado Eusébio a levar as coisas às costas para 5-3 com 4 golos. Que noite gloriosa!
Também vou falar de uma mulher excepcional, que nasceu neste dia em 1976, e que aos 12 anos já era campeã mundial e que foi a primeira (e única?) mulher a bater o número 1 mundial, na altura, o Garry Kasparov. Ela é húngara e chama-se Judit Polgar e foi a líder mundial feminina de Xadrez até abandonar a carreira.
No dia em que em 1828 foi registada a patente do “tipógrafo” tínhamos na frente a primeira máquina de escrever, e no ano de 1903 a Ford Motors Company vendia o seu primeiro veículo e em 1951 era fundada em Lisboa a “Liga dos Cegos João de Deus”, que na minha juventude promovia um sorteio anual para angariação de fundos. E que existiu até ao fim da década de 80, incorporando-se com outras associações de cegos numa só entidade que hoje existe com o nome de ACAPO.
E virando para a política internacional “A Internacional” foi cantada pela 1ª vez em público, não na Rússia mas sim na França, numa reunião de vendedores de jornais no ano de 1888. Em 1945 um herói francês da Batalha de Verdun na 1ª guerra mundial (o Leão de Verdun) e que chegou a Marechal, foi julgado por traição ao seu país ao assumir um governo fantoche chamado França de Vichy que estava ligado à Alemanha nazi. Atendendo à sua idade a pena capital foi-lhe comutada para prisão perpétua e curiosamente morreu no mesmo dia em que começou este julgamento mas em 1951. O herói da 1ª guerra e traidor da 2ª guerra chamava-se Henri Pétain. Mas há mais políticos em desgraça neste dia e assim caiu em 1952 o Rei Faruk I do Egipto (leiam a sua biografia que inclui uma lua de mel de 4 anos) às mãos de um grupo de militares intitulados “Oficiais Livres” chefiados pelo General Naguib mas o verdadeiro mentor foi o Gamal Abdel Nasser. Mas outro episódio de mudança de regime aconteceu neste dia do ano de 1974: a ditadura militar que governava a Grécia entregou o poder aos civis e assim o Constantino Karamanlis regressou do exilio e formou governo.