SOU PORTUGAL viva o FUTEBOL

Até 11 de Julho PORTUGAL É CAMPEÃO DA EUROPA DE FUTEBOL.

Com tantos treinadores de bancada eu, que nunca pratiquei oficialmente a modalidade, não vou dar a táctica mas vou fazer um comentário sobre o FUTEBOL PORTUGUÊS desde que me conheço. 

Ontem tivemos uma “vitória moral” e os experts acharam que foi uma derrota. E a verdade é que foi uma derrota no resultado e nas respectivas consequências. Mas se me perguntarem o que penso do futebol português digo sem hesitações que evoluiu sempre e hoje está no seu ponto mais alto. Vamos olhar para trás.

Com os meus 8 anos assisti no Estádio das Antas pela 1ª vez ao vivo a um jogo, ainda que amigável, da Selecção Nacional: Portugal 3 Inglaterra 1. Um dia de sol magnifico e eu delirei ver o meu ídolo Carlos Gomes, guarda-redes do Sporting, e “ganhamos” eu também “ganhei”. E sabem porquê que eu ganhei? Porque dois anos antes um senhor chamado Ocwirk, estratega no meio campo da Áustria em Viena, deu-nos a módica quantia de 9-1. Fomos humilhados. Para mim, com 6 ou 7 anos, fora uma decepção e uma vergonha. Pois é, mas 4 dias depois de eu fazer 15 anos, faltei às aulas na Oliveira Martins para ouvir Portugal perder 4-2. Imaginem aonde? No Luxemburgo, com Eusébio e tudo!!! Mais uma vergonha, mais uma humilhação: no Luxemburgo!!! Deve ter sido por eu ter faltado à aula. Que me desculpe o saudoso Podence Alves professor de Física-Química. Em Fevereiro de 1971, a bordo do “Niassa” um relato do Bélgica-Portugal para o Europeu de 1972 e cheios de “peneiras” perdemos por 3-0 e a minha viagem nesse dia a caminho do começo da minha comissão ficou pior.

Com tantas coisas destas reparem o que foi o futebol português até ao fim da década de 80 com a excepção (há sempre uma que confirma a regra) dos anos 61/62 com o Benfica europeu (ao Barcelona e Real Madrid) e 66 no mundial de Inglaterra, onde só perdemos um jogo e com o campeão do mundo.

De facto, com a vitória do Porto em Viena em 87 e com um “funcionário” da Federação que tinha estudos de futebol, que era um moçambicano da cidade onde fiz a tropa e que resolveu fazer um trabalho estruturado e que apanhou uma fornada de jogadores “bonzinhos” e disciplinados que foram à Arábia ganhar um campeonato do mundo. E Riade (em que orgulhosamente a taça foi levantada pelo capitão jogador do meu glorioso Leixões) foi o motor de arranque para as coisas mais sérias do futebol português e da sua evolução. O tal “funcionário” chama-se Carlos Queirós e, apesar de eu achar que depois de sair para voos mais altos não brilhou e de não apreciar a sua carreira, e com um punhado de bons “artistas” dois anos depois repetiu a proeza, mas aqui já não eram só “bonzinhos” eram mesmo bons. A estrutura profissionalizante que ficou e que vai evoluindo e limando arestas, fez com que os rankings começassem a subir e quando entramos em campo contra quem quer que seja  sejamos olhados olhos nos olhos. No futebol como em qualquer desporto e até noutros aspectos da vida há dias bons e dias maus e é esse o aspecto que devemos olhar. Nós somos seres emocionais e reagimos a quente transformando-nos em garanhões quando ganhamos e em pilecas quando perdemos. Talvez seja humano… 

Ficamos zangados porque fomos eliminados, mas…alguém julgava que íamos ser campeões outra vez? Quando todos os prognósticos atiravam a França como a mais favorita, e a Alemanha também era e a Espanha também era. Então onde estava a nossa fé?  Há por falar em FÉ, temos o Engº

Fernando Santos. É o alvo mais fácil para culpabilizar mas terá sido ele que fez o Diogo Jota chutar tão mal em todos os jogos. Foi ele que escolheu termos dois autogolos num jogo só? Terá sido ele que errou sempre? Ele não terá errado nas opções? E se o remate do Guerreiro tivesse entrado em vez de ir ao poste? Todos tomam opções difíceis e todos estão sujeitos a acertar e a errar: árbitros, jogadores e selecionadores e dirigentes. Somos rápidos a esquecer que ainda somos os Campeões da Europa, ganhamos a Liga das Nações e estamos no 5º lugar do ranking mundial, não perdemos com o campeão do mundo e só fomos afastados pelo PRIMEIRO do rankimg mundial no jogo com o resultado mais injusto deste campeonato. 

Tal como a Polónia onde o Paulo Sousa foi reconfirmado como selecionador, também a nossa Federação está de parabéns por ter AGRADECIDO a toda a comitiva os esforços de cada um e ter confirmado a continuação do staff técnico. EU, em consciência, tenho de dar os parabéns ao futebol português.  

Leave a comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *