HOLOCAUSTO – e o fascismo emergente nos dias de hoje

27 de JANEIRO

DIA INTERNACIONAL da LEMBRANÇA do HOLOCAUSTO

Depois de ver Auschwitz e o Museu do Holocausto, em Israel, é difícil não ter “medo” dos populismos em emergência que se apodera dos inocentes que não lhes conseguem ver o verdadeiro objetivo. Já chega…

Em tempos falei aqui da Revolução da Pólvora (tentativa frustrada de explosão na Câmara dos Lordes) e hoje digo-vos que em 1606 começou o julgamento do cabecilha Guy Fawkes e cúmplices e 4 dias depois estavam executados.

E hoje devia ser dia da Música, senão vejamos.

Ia andando o ano de 1731 quando morreu o inventor desse instrumento musical delicioso que é o piano: o italiano Bartolomeu Cristofiori. E havendo piano e nascendo em Salzburgo o compositor Wolfang Amadeus Mozart em 1756 quem não gosta das óperas “As Bodas de Fígaro”, “D. Giovanni” ou “A Flauta Mágica” entre missas, réquiem, concertos, etc. E não é que em 1901 morreu um italiano que nos deliciou com “La donna è mobilé” da ópera “Rigoletto” ou “Vá, pensiero” (Coro dos Escravos Hebreus) na “Nabucco”, ou ainda as óperas “La Traviata” ou “Aida”. Era o Giuseppe Verdi. Tenho razão ou não?

Em 1757 nascia em Viena de Áustria, um militar português com um currículo muito sinuoso mas que terminou como um herói póstumo e executado pelo “ditador” inglês Beresford, por se ter revoltado contra o excessivo poder que a Coroa no Brasil lhe dava cá no nosso cantinho à beira-mar plantado: foi o Gomes Freire de Andrade.

Em 1763 S. Salvador da Baia deixa de ser a capital do Brasil em favor da cidade maravilhosa e Rainha do Samba, o Rio de Janeiro e a colónia passa a ter um Vice-Rei.

Em 1919 toma posse o 9º Governo da I República presidido por José Relvas, que no 5 de Outubro de 1910 anunciou numa janela a “Implantação da República”, mas por acaso. De facto, quem devia anunciar devia ser o secretário do Directório, Eusébio Leão, mas este ficou afónico e foi substituído. E logo a seguir foi o primeiro Ministro das Finanças que a República teve, e a ele se deve a reforma monetária com a introdução do “Escudo”. Como PM esteve dois meses e logo foi substituído. 

Em 1944 terminou o cerco alemão a Leninegrado que durou quase três anos (900 dias) e um ano depois em 1945 as tropas soviéticas libertaram Auschwitz e 60 anos depois em 2005 houve uma cerimónia evocativa desta libertação, com a presença dos militares sobreviventes que libertaram o campo e os Chefes de Estado que quase todo o mundo. 

Em 1948 nasceu na Letónia (ainda na URSS) um dos maiores bailarinos de sempre Mikhail Baryshnikov que em 1969 pediu asilo político no Canadá. 

Em 1967 a nave Apolo I em experiência no projecto de ir à Lua, explodiu e morreram os seus 3 astronautas.

Em 1973 os padres portugueses presos pela PIDE, que denunciaram o massacre de Wyriamu meses antes, foram rapidamente condenados a cinco anos de prisão, e de sinal contrário nesse mesmo dia em Paris, Henry Kissinger e Le Duc Tho assinavam o acordo que punha fim à Guerra do Vietname. Nesse ano levaram o Nobel da Paz.

Em 1981 morreu o último diretor da PIDE, Silva Pais, provavelmente com um sorriso por a Revolução de Abril o ter tratado com civilidade que não merecia.

Do futebol dois nascimentos: 1983 o infeliz Mário Jardel, consumido pela droga e o álcool e em 1985 o feliz Ruben Amorim a quem as coisas estão a correr bem e a uma velocidade alucinante nos dois últimos anos, e uma morte a de um  ídolo da minha juventude, o Sebastião Lucas da Fonseca, (que no tempo em que não existia a intenção que hoje tem a palavra racismo) era o nome que se dava a todos os miúdos de cor que jogassem futebol: Matateu. Quantos Matateus pequenitos houve e que não se ofendiam.

Em 2006, a actual deputada do Parlamento Europeu, Maria Manuel Leitão Marques, então Ministra, apresentava, com José Sócrates, o princípio do “Programa de Simplificação Administrativa e Legislativa” mais conhecido por “Simplex”,  um programa com muito por fazer ainda mas que foi um passo muito importante no nosso dia-a-dia. E nesse mesmo dia morria, em Lisboa, o romancista e poeta português, nascido em Lourenço Marques, mas de origem goesa, Orlando da Costa, pai do PM António Costa e do meio irmão o jornalista do Expresso Ricardo Costa.

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