25 de DEZEMBRO
HOJE É DIA DE NATAL. Talvez seja, a par da passagem do ano, a Festa mais universal, pese embora seja de cariz religioso e portanto não tão abrangente, mas pelas manifestações pagãs e comerciais a ela associadas a torne mais próxima da globalidade.
Mas se Jesus Cristo nasceu no ano “zero”, a sua festa de anos só terá tido referências permanentes a partir do século III ou até, e mais provavelmente, do século IV. De concreto sabe-se o dia: 25, sabe-se o mês: Dezembro mas quanto ao ano apontam-se 320, 336, 356 mas confirmações não há. Começou por ser relacionado com o solstício de inverno e a Igreja Católica “apanhou” essas manifestações pagãs e aproveitou para fazer a sua catequese. No ano de 350 o Papa Júlio I levou a cabo uma investigação mais profunda e consagrou o dia 25 de Dezembro como a data do nascimento de Jesus Cristo e oficializou a sua comemoração. Pouco mais sei sobre o assunto mas “pareceu-me” a pesquisa mais verosímil. Não tenho conhecimentos teológicos para me alongar.
Em 800 foi coroado como Imperador do Ocidente, o Carlos Magno.
Em 1878 nasceu nos EUA um piloto de automóveis e empresário que deu origem a uma marca de carros que ressurgiu nos últimos anos: Louis Chevrolet. E em 1882 começou uma nova era nas festas natalícias: a Companhia Thomas Edison iluminou pela primeira vez na via publica uma “árvore de Natal” com lâmpadas eléctricas.
Em 1899 nasceu em Nova Iorque um actor que com a sua actuação no filme “Casablanca”, derreteu corações femininos: Humphrey Bogart, e o tornou inesquecível.
Em 1910 dois meses depois da implantação da República o anticlericalismo primário, que é diferente da separação Igreja-Estado, apressou-se a introduzir na Lei Civil o casamento civil. Foi justo faze-lo…a pressa é que me surpreende porque as perseguições à Igreja foram muito mais graves. Ambas as partes puseram-se a jeito: uma com “privilégios indevidos” outros com “revanchismo a cheirar a ódios” e durou anos a curar certas feridas.
Em 1920 nasceu um Jornalista (com letra grande) que me habituei a admirar, embora de uma cor diferente da minha, mas com ética e honorabilidade muito vilipendiada no imediato da revolução mas perfeitamente reabilitado depois, quem não se lembra do Artur Agostinho?
Em 1961 o Papa S. João XXIII aproveitou o dia de Natal para anunciar a realização de um Concílio reformador da Igreja a que foi dado o nome de Vaticano II.
No ano de 1968 começaram as emissões da RTP2 mais virada para a cultura e cuja procura demonstra o nível cultural da nossa população.
Em 1971 um golpe de estado militar depôs no Uganda o Presidente Milton Obote e colocou no poder um tirano que originou um genocídio entre etnias. Chamou-se Idi Amin Dada.
Em 1977 morreu uma das pessoas de maior prestígio do cinema, não só como actor mas especialmente pelo Humanista que foi e pela coragem com que enfrentou os poderosos sempre com honra e dignidade. Estou a falar do britânico Charles Chaplin mais conhecido como “Charlot”.
“Luzes da Ribalta” “O Grande Ditador”, “A Quimera de Oiro”, Tempos Modernos” e mais recentemente (%0 anos) “A Condessa de Hong Kong” com a Sophia Loren e uma bela banda sonora da sua autoria.
Em 1983 foi a vez de partir o grande pintor catalão (quase nos fugiam as suas pinturas) Juan Miró.
Na Roménia, na saga feroz que todas (ou quase todas) as Revoluções têm, o ditador Nicolae Ceausescu e a sua esposa Elena foram fuzilados.
Em 1991 Mikhail Gorbatchov demite-se de todas as suas funções políticas e no dia seguinte era dissolvida a URSS, dando, aos poucos, o lugar à Rússia e a um “monte” de países.
Em 1995 e 2016 morreram dois artistas, um do cinema (1995) que me ficou gravado mais em “cowboyadas” o americano Dean Martin, notável em “Rio Bravo” e outro que sendo da geração dos meus filhos deixou uma marca na música mundial inesquecível tanto em conjunto formando os “Wham” como a nível individual: quem não entoa a magnífica composição de George Michael “Last Christmas”? Ironia partir no seu “Last Christmas” de 2016.
Mais partidas na música: em 2006 o americano cantor, mas também dançarino, compositor, produtor musical etc James Browm, um monstro da música, e em Portugal no ano de 2010 deixou-nos o maestro, compositor, musicólogo e até historiador, o erudito Manuel Ivo Cruz.
Ontem deixou-nos com 100 anos uma figura da sociedade matosinhense que sendo sóbrio no modo de estar na vida teve o merecimento de respeitabilidade onde quer que tenha actuado. Foi um atleta, foi um carinhoso formador de atletas, foi um dirigente desportivo de uma qualidade que hoje quase não existe, e era até ontem, o sócio numero 1 do seu clube de sempre que serviu sem se servir e que é o meu clube de sempre o Leixões Sport Clube. Foi meu treinador (medíocre jogador dos júniores de voleibol) foi meu cliente enquanto tive atividade económica, foi meu AMIGO. Não posso dizer mais nada sobre este Senhor que se chama ORLANDO RAMOS. Que descanse na paz do Senhor. Parabéns pela sua centenária passagem terrena.