26 de DEZEMBRO
Hoje é o célebre BOXING DAY. Com o BREXIT foi o último Boxing Day europeu. Agora é só britânico. Joga-se oficialmente futebol no dia 26 de Dezembro, quer chova quer faça sol, com pandemia ou sem pandemia. Pode parar tudo, mas o futebol profissional inglês está proibido de não ser jogado neste dia.
Este dia “mata” muita gente começando logo na quarta década do século I com o assassinato do primeiro mártir da Igreja Católica, o jovem Estevão, futuro S. Estevão.
Em 1606 foi estreada na corte de Jaime I da Inglaterra uma das obras primas do William Shakespeare intitulada “Rei Lear”.
Em 1809 nasceu em Portugal um tribuno cujo nome já falei hoje: José Estevão que muito lutou pelas liberdades não só em atividade política, como militar, como jornalista.
Em 1893 nascia na China uma incontornável figura da cena política mundial durante mais de metade do século XX: o “Grande Timoneiro”, Mao Tsé Tung, que antecedeu o nosso Marcelo R. Sousa quando se atirou ao Tejo na campanha eleitoral. Há fotos de Mao no rio Yangtzé, ou seja o Rio Amarelo, a fazer uma acção política. Será MRS um perigoso maoísta disfarçado?
Em 1898, depois de anunciado publicamente uns dias antes, os cientistas Marie e Pierre Curie foram à Academia de Ciências de Paris apresentar a sua descoberta do “rádio”.
E já que falei em “rádio” agora falo do outro “rádio”, porque em 1933 o americano Edwin Armstrong patenteou a Rádio FM.
Em 1972 morria o Presidente dos EUA que assinou o armistício no fim da II guerra, o Harry S. Truman. Ontem falei no “Rio Bravo” a propósito da morte de Dean Martin, e hoje anuncio em 1977 a morte do seu realizador, Howard Hawks, que também nos deixou “Os Homens Preferem as Loiras” ou “Ter e Não Ter”.
Ainda na vida artística neste caso na TV morreu em 2001 Nigel Hawthorne, que ficou imortalizado pela série da BBC “Sim, Senhor Ministro” no papel desarmante e desafiante de “chefe de gabinete do Sr. Ministro”. Diálogos fabulosos com expressões faciais impagáveis.
E como disse no início, é um dia de muitas mortes e depois dos que já enumerei veio em 2003 um sismo que arrasou a cidade de Bam, no Irão, e roubou 40 000 vidas e um Património Mundial da Unesco com as suas “casas de adobe”. Mas o pior estava para vir e no ano seguinte o sismo mudou de lugar e foi para a Indonésia provocando o maior maremoto de que há notícia. O Tsunami daí resultante matou mais de 200 000 pessoas entre vários países do Oceano Indico, como o Sri Lanka, a Índia, a Tailândia, a Malásia, o Bangladesh e atingindo a costa de África. Com as devidas proporções mas relembrando o modo como o mar entrou pelas terras dentro imaginei o terramoto e o maremoto de 1755. Mas não ficamos por aqui neste dia tão fatídico pois em 2006 em Lagos,(antiga capital), na Nigéria, explodia um oleoduto e no mínimo contaram-se 500 mortos.
Agora vou mencionar um prémio literário para desanuviar porque vêm aí mais mortos. O alemão Günther Grass foi distinguido com o Prémio Ernst-Toeller, pelos seus ideais de tolerância, paz e compreensão entre nações.
E depois de lá atrás ter morrido um Presidente dos EUA eis que partia em 2006 outro, desta vez o Gerald Ford.
Vou meter um nascimento pelo meio: em 1949, faz hoje 71 anos o grande lutador por Timor e Nobel da Paz em 1996, José Ramos Horta.
Em 2007 morreu uma figura de referência na floresta portuguesa e um defensor do fogo controlado no combate aos incêndios florestais e que foi diretor do Parque Nacional da Peneda Gerês, José Moreira da Silva. Mas em dia de morrer o realizador britânico que nos deixou séries de culto como “Espaço 1999” ou “Os Thunderbirds”, Gerry Anderson deixou-nos em 2012.
E vou acabar com a despedida em 2013, já com 90 anos, do médico portuense conhecido como o “pai do planeamento familiar e sempre dedicado à causa da mulher, o saudoso Albino Aroso.
Porque será que depois das alegrias do Natal no dia seguinte aconteceram estas desgraças todas?