LÁGRIMA DE PRETA e a PEDRA FILOSOFAL

24 de NOVEMBRO

Começo por vos anunciar o nascimento de um judeu holandês, no ano de 1632, filho de judeus portugueses fugidos pela expulsão decretada cá e que se tornou um dos fundadores da Filosofia Moderna ao lado de Descartes ou Leibniz e que chegou a ser alvo de um “cherém” que corresponde nos judeus à excomunhão na religião católica pelos seus estudos e afirmações. Chamava-se Bento (Baruch) Espinoza e é dele a frase “Deus, ou seja a Natureza” e estudou profundamente a Bíblia e o Talmude e opôs-se às superstições.

Felizmente que nas invasões o que interessa é como acabam e não como começam porque neste dia de 1807 Abrantes caiu nas mãos de Junot.

No ano de 1859 foi publicado pela primeira vez o tratado “A Origem das Espécies”, de Charles Darwin. 

Para que o mistério se adensasse 2 dias depois de ter assassinado John F. Kennedy, Lee Harvey Osswald foi abatido também a tiro por Jack Ruby, na prisão de Dallas. Ainda hoje não se sabe quem os mandou matar.

Em 1973 houve mais uma reunião do Movimento dos Capitães onde pela primeira vez foram postos em cima da mesa dois novos objectivos para além das motivações sócio-profissionais: derrubar o regime e promover eleições livres.

Quem nasceu em 1906 foi um professor de Química chamado Rómulo de Carvalho mas que nos deixou poesia de alta qualidade como “Lágrima de Preta” ou “Pedra Filosofal” que assinou como António Gedeão. 

Em 1975 foi fundada a Confederação dos Agricultores de Portugal vulgarmente conhecida como “CAP” e no ano seguinte Portugal entrou para o “Conselho da Europa”.

E passo-me para a música para “matar” duas importantes figuras. Em 1990 morreu um etnólogo, conterrâneo do Napoleão Bonaparte, o natural da Córsega, Michel Giacometti que havia chegado ao nosso país em 1959 por motivos de saúde, mas que fez um notável trabalho de recolha sonora da nossa música regional que gravou e arquivou a que chamou Arquivos Sonoros Portugueses e que é uma base de estudo e memória muito importante. O outro desaparecido é inesquecível e se nós dizemos “We Are The Champions” ou lembramos “Barcelona” etc etc falamos de um britânico-africano nascido em Zanzibar, hoje Tanzânia, o enérgico Freddy Mercury vocalista dos “Queens”. 

Também na música morreu em 2006, o primeiro cantor negro a apresentar-se como solista na Metropolitan Opera de Nova Iorque de nome Robert McFerrin. 

E vou parar porque, tal como Ramalho Eanes e Jaime Neves, tenho que preparar esta noite o 25 de Novembro. 

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