HERBERTO HELDER – a poesia com sinal mais

23 de NOVEMBRO

Hoje começo no tempo de antes de Cristo mais propriamente em 534 a.c. para vos anunciar que, segundo referência de alguns famosos entre os quais Aristóteles, nasceu uma profissão que, passe o excesso, tem muitos profissionais e muitos amadores que amam a profissão. Chamava-se Tépsis o primeiro actor e cantor que actuou num palco. 

E em 1221 nasceu em Toledo o compilador do mais completo conjunto poético e musical em “galaico-português”, o futuro Rei de Castela,  Afonso X, intitulado, ao que parece, muito justamente como “o Sábio” e a obra chamou-se “As Cantigas de Santa Maria”. E do galaico-português passamos para o português que foi como escreveu as suas obras o escritor, historiador e militar D. Francisco Manuel de Melo, autor de “Obras Métricas” e “Carta de Guia de Casados e que nasceu em 1608.

No ano de 1889 foi posta à disposição dos clientes de um cabaret em São Francisco, nos EUA, a primeira máquina de passar música, a “Jukebox”. 130 anos depois qualquer jovem passa música com aparelhos electrónicos! E há ainda que aqueles “que nos passam música” sem qualquer aparelho, mas isso é outra “música”.

Em Agosto de 1914 o PM Bernardino Machado, depois de enviar tropas para o norte de Moçambique e para o sul de Angola para se opor à ofensiva alemã na África Oriental Alemã e no Sudoeste Alemão (Namíbia), resolveu enviar ao Congresso da República um pedido de participação de Portugal na I guerra ao lado da Inglaterra e da França, o que foi aprovado neste dia de 1914 com o apoio dos partidos Democrático (Afonso Costa) e Evolucionista (António José de Almeida) contra a oposição do Unionista (Brito Camacho) do partido Socialista e dos movimentos anarco-sindicais. 

Em 1930 nascia no Funchal um dos maiores poetas portugueses da segunda metade do século XX, o Herberto Helder, que na sua postura social foi bastante reservado recusando homenagens e inclusive o Prémio Pessoa de 1994. Deixou vasta obra e dois filhos, mas pouca gente sabe que um deles é o comentador do “Eixo do Mal”, o jornalista Daniel Oliveira. 

Em 1936 saiu o 1º número da revista essencialmente fotográfica “Life”.

Estava o mundo muito maduro em 1962 quando nasceu um Maduro na Venezuela que chegou a Presidente da República e foi baptisado como Nicolas. 

Estávamos em 1970 quando saiu pela primeira vez o jornal que passaria despercebido fora da França se por acaso não tivessem aparecido uns fanáticos a fazer uma carnificina ignóbil: foi o “Charlie Hebdo”. E no ano seguinte a China tomava lugar como membro permanente no Conselho de Segurança da ONU.

Em 1976 morreu na França um herói da Resistência, um intelectual, escritor e politico que no pós guerra foi ministro da Cultura, o Andrè Malraux.

Em 1995 morreu o cineasta francês da “nouvelle vague” Louis Malle que nos deixou “Vidas Privadas”, “Viva Maria” entre outros.

Um elefante branco foi inaugurado (e agora quem o sustenta?) entre Loulé e Faro e chama-se Estádio do Algarve, no ano de 2003. 

E foi no ano de 2001 que se realizou numa capital europeia uma convenção internacional que tinha por organizador o Conselho da Europa e por objetivo controlar o “cibercrime” que se chamou “Convenção do Cibercrime”.

Ora Portugal demorou a ratifica-la o que só aconteceu em 2009. Claro que parecia uma premonição para o aparecimento de um português que iria cometer um cibercrime que abalou muita gente. E o que ainda é mais curioso é que a tal Convenção para unir esforços contra o cibercrime se realizou em….adivinhem…em BUDAPESTE. 

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