MEDO e RESPEITO “COVID-19”

Hesitei muito antes de escrever este texto porque sou um leigo na matéria, e o que vou dizer não tem base cientifica e resulta do que tenho “visto e ouvido” e de, sobre isso, ter pensado. No que eu me venho meter.  Que me perdoem os técnicos, os políticos e em especial os que sofreram qualquer tipo de consequências por culpa de um vírus a que se decidiu chamar COVID-19. 

Não há medicamentos nem vacinas para este vírus altamente contagioso e, portanto, como não se perspectiva que ele morra por si próprio, antes pelo contrário se vista com outras roupagens e se continue a esconder, vamos estar permanentemente em clima de suspeição em relação a todos os lugares e a todas as pessoas. Assim, a nossa vida social estará totalmente afectada por climas de (ir)responsabilidade por parte de uns ou de medo por parte de outros.

Assim, acho que, malgrado a economia tenha tido uma gravíssima infecção, a reacção das nossas entidades públicas governativas esteve bem ao conseguir que os hospitais e o pessoal afecto à saúde – e não só os médicos e os enfermeiros – tenham passado, por vezes, muito mal mas sem nunca perder o controle da situação. Como alguém apelidou isto de uma guerra – eu preferia chamar-lhe guerrilha urbana – há sempre vítimas mortais e feridos a lamentar, mas não atingiu os números dos nossos parceiros europeus ditos mais fortes que nós. Claro que há sempre reclamações, há sempre quem sofra mais e proteste, há também os que nunca estão bem com o que têm e os que politicamente se querem evidenciar, mas a minha opinião pessoal é que o Governo me surpreendeu pela positiva, apesar de alguns erros pontuais. Mas lembro que uma “guerra” prepara-se muito tempo antes de começar para ter tudo pronto e esta “guerra” foi quase uma surpresa para a qual nem meio ano chegaria para a preparar. E que agradável surpresa foi para mim o “bem e mal amado” Serviço Nacional de Saúde.

Já falei do que é passado, do até ontem. Agora vou falar do hoje e dos amanhãs.

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